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FARC-EP realiza ofensiva e desmoraliza política de guerra

Uma grande ofensiva das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) na cidade de Toríbio, no Departamento de Cauca, vem sendo destaque em diversos meios de comunicação, mesmo os burgueses. Além de Toríbio, estão em permanentes ataques os municípios de Argélia, Miranda e Jambaló, todos situados no mesmo Departamento.

A guerrilha colombiana demonstra ao mundo em geral, e as oligarquias colombianas e ao imperialismo em particular, que ela não apenas não vem “perdendo força”, como tanto propalavam as autoridades deste país, como recentemente deram mostras claras e irrefutáveis de novo vigor, crescimento e determinação. Durante mais de uma semana, realizam um cerco a estas cidades e impuseram fortes baixas materiais e humanas ao exército oficial, bem como uma contundente humilhação ao governo.

A guerrilha conta com forte apoio popular, sobretudo da maioria indígena presente nas localidades. Os indígenas chegaram a exigir a saída imediata do exército, bem como espontaneamente atacaram as barricadas, tricheiras e antenas de comunicação utilizadas pelos militares na cidade de Toríbio. Também entraram em confronto fisíco direto com o exército oficial tentando remove-los a força. Por sua vez, a guerrilha chegou a derrubar no último dia 11/07 um caça supertucano, modelo brasileiro, vendido pelo governo brasileiro de Lula ao estado terrorista colombiano. Estes caças, num total de 25, custaram 240 milhões de dólares aos cofres públicos da Colômbia, com o único objetivo de ser utilizado contra a guerrilha.

Embora o governo brasileiro tenha procurado manter uma política externa relativamente independente, a venda de armas ao belicista e terrorista Estado Colombiano constitui uma postura inadmissível de nosso governo, ainda mais quando se sabe claramente que tais armamentos serão utilizadas contra o povo e para manter esta covarde política de guerra.

Por fim, cabe ressaltar que, ao derrubar este caça, a guerrilha demonstra ao mundo seu poder bélico e antiaéreo, e comprova mais uma vez que nenhum armamento, por mais moderno e devastador que seja, poderá eliminar a guerrilha. Suas causas remontam as grandes desigualdades sociais existentes, a exploração capitalista a que são submetidos os trabalhadores e camponeses. Somado a este ambiente, o governo narco-terrorista colombiano, que com sua política de guerra e de repressão ao povo só consegue cada vez mais atrair contra si a insatisfação popular, como demonstram os índices recentes de popularidade do governo de Juan Manuel Santos.

Falando em Juan Manual Santos, o presidente decidiu comparecer a cidade sitiada, com forte esquema de segurança, para tentar dar mostras de que “chegou para resolver”, mas sua ida só serviu para mais humilhações. De onde ele estava reunido com seu conselho de segurança, as FARC-EP mantinham a menos de 1 km do perímetro diversas barreiras, checando todos os veículos e pedindo documentações de quem entrava e saía da cidade.

Sem garantir nem sua própria segurança, acuado pelos próprios moradores da região, Santos nada alegou a não ser que enviará contundentes reforços para a área, tratando como bonecos de xadrez a vida de seus soldados em nome de suas oligarquias.

Rodrigo Dantas,  cientista social

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