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Chapa Todas As Vozes é eleita ao DCE UFPA

16684003_733360440173812_6235557905671292149_nNos dias 21 e 22 de fevereiro, mais de cinco mil estudantes compareceram às urnas e participaram das eleições do Diretório Central de Estudantes da UFPA, a maior universidade do Norte e Nordeste do Brasil. A Chapa 3, Todas As Vozes, conquistou o primeiro lugar, recebendo 2068 votos de discentes de toda a UFPA, da capital à interiorização.

A Chapa “Todas As Vozes” nasceu do anseio de diversos estudantes em construir uma alternativa popular e participativa ao DCE da Universidade Federal do Pará, transformando a cultura de movimento estudantil ao se propor construir um Diretório Central independente, combativo e plural, convocando os diversos movimentos e entidades de base da UFPA a se somarem ao DCE.

Estudantes que integram o Levante Popular da Juventude, a União da Juventude Rebelião, o Coletivo Contraponto, as associações de discentes quilombolas, indígenas, estrangeiros, de programas de reforma agrária e de formação de professores formaram uma chapa cujo projeto se baseia na construção de uma universidade popularizada.

Mesmo sendo a menor chapa inscrita ao DCE, a Todas As Vozes chegou em todos os campus, institutos e faculdades da UFPA. Diversos estudantes do movimento estudantil da universidade alavancaram a campanha, após lerem as propostas e constatarem que a Chapa 3 esteve presente em diversas lutas dentro e fora da UFPA, como as lutas contra o impeachment e a subida de Michel Temer ao governo.

Os diversos ataques contra a Chapa Todas As Vozes, incluindo tentar relacioná-la como “a chapa da reitoria”, foram rechaçados pela própria base de estudantes, nos corredores e salas de aula da universidade. Fazendo uma campanha transparente, autossustentada e propositiva, a Chapa 3 conseguiu obter um resultado inédito há mais de 15 anos na UFPA, derrotando as chapas da situação do DCE (Chapa 1) e da burocracia da UNE (Chapa 2).

Saiu-se vitoriosa em mais da metade dos campi do interior, pois apresentou propostas claras de integração do movimento estudantil da capital com a interiorização, como, por exemplo, tornar paritária a coordenação geral do DCE, com um membro da capital e outro da interiorização ocupando tais espaços, além de descentralizar eventos e atividades do Diretório, levando-os aos campi.

Ao fim, a chapa 3 conquistou a vitória e 14 cadeiras no DCE, com as outras duas chapas obtendo 10 diretorias cada. Contudo, a direção política e administrativa do DCE estará a cargo de diretoras e diretores eleitos com o objetivo de transformar a Universidade Federal do Pará, lutando contra os desmontes da educação pública promovidos pelo governo golpista de Temer, contra o abandono de projetos, programas e cortes de recursos por parte do Ministério da Educação e na luta contra a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários. Essa luta terá força ainda maior com um DCE popular, combativo e independente.

Está marcada para próxima semana, na UFPA Campus Belém, o lançamento do Movimento Correnteza na universidade. O mesmo já foi lançado nos campi de São Miguel do Guamá e de Paragominas da UEPA, e a luta pela unidade do movimento universitário é pauta prioritária do movimento.

Redação Pará

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