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Atos no 8 de março marcam luta das mulheres contra o capital

17203018_747134082119336_6624121186017603944_nA data símbolo da luta das mulheres, o dia 08 de março, foi marcado por manifestações em ao menos 55 países. O Dia Internacional da Mulher levantou bandeiras contra a desigualdade e a violência de gênero pelo mundo. No Brasil, o chamado para a paralisação aconteceu em mais de 60 cidades, entre elas, 22 capitais. As principais palavras de ordem neste ano foram contra a Reforma da Previdência do governo golpista Michel Temer e pelo fim da violência contra as mulheres (“Nenhuma a menos!”).

A campanha internacional “Nenhuma a menos!” começou na na Argentina, diante do brutal feminicídio da adolescente Lucía Perez, de 16 anos, no ano passado. As mulheres resolveram dizer um basta e organizaram atos, protestos, marchas e paralisações solidárias em vários países, onde o índice de violência contra as mulheres é epidêmico.

Diante dessa conjuntura, mulheres de diversos países convocaram a Greve Internacional de Mulheres para este 8 de março. No atual contexto de crise do capitalismo mundial, a maioria das mulheres possuem trabalhos precarizados, são mais vulneráveis ao desemprego, ao assédio moral e sexual. Os movimentos feministas lutam, assim, contra os quatro pilares da desigualdade: o capitalismo, o imperialismo, o patriarcado e o racismo.

17191604_747134812119263_6287603122441826994_oO Movimento de Mulheres Olga Benario, em conjunto com outras organizações de mulheres, sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos, participando e organizando diretamente manifestações em 13 capitais brasileiras, levando a mensagem de que “sem a participação das mulheres nas lutas políticas não há revolução”.

“Esse ato do dia 8 de março é muito importante, pois estamos defendendo nas ruas nossas vidas, com a campanha ‘Nenhuma a menos!’. Aqui no Brasil temos uma realidade de 13 mulheres assassinadas por dia, uma média de um feminicídio a cada uma hora e meia. Além disso, depois do golpe, corremos o risco de perder o que conquistamos nos últimos anos, especialmente com a reforma da Previdência. Com a crise do capitalismo, a violência contra as mulheres torna-se mais aguda”, afirma Indira Xavier, da Coordenação do Movimento de Mulheres Olga Benario.

O Movimento Olga Benario homenageou em todas as manifestações presentes as mulheres russas, que, em fevereiro de 1917, organizaram uma manifestação que deu o impulso à primeira revolução socialista da história da humanidade. Este ano, comemoramos o centenário desta revolução vitoriosa, quando as mulheres da União Soviética acumularam conquistas em seus direitos, com uma legislação bem avançada: foi estabelecido o direito ao divórcio e ao aborto; a educação dos filhos, que antes era obrigação da família, passou a ser responsabilidade da sociedade; restaurantes, lavanderias e creches comunitárias deram às mulheres autonomia sobre suas próprias vidas.

Claudiane Lopes, jornalista

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Belo Horizonte – MG

 

Natal - RN

Natal – RN

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João Pessoa – PB

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Teresina – PI

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Maceió – AL

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Rio de Janeiro – RJ

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Goiânia -GO

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Porto Alegre – RS

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Recife – PE

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Belém – PA

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São Paulo – SP

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Recife – PE

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Belo Horizonte – MG

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Fortaleza – CE

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