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Casa Tina Martins cria Memorial de Resistência

No dia 12 de maio, comemorou-se um ano da Casa Tina Martins com o lançamento do Memorial de Resistência Feminina. O Memorial traz para o cotidiano a história das mulheres que lutaram e resistiram ao longo do tempo, mas ficaram invisíveis para a sociedade.

Foram muitas as lutas de mulheres como Olga Benario e Espertirina Martins, que hoje são homenageadas como nome do movimento e como nome da nossa Casa. Estas foram as primeiras mulheres​ a terem suas histórias contadas, os painéis artísticos de Priscila Paes (Prisca Paes) e Babi Macedo (Travartista) com curadoria de Isabela Goulart, que trazem o histórico do Movimento de Mulheres Olga Benario, da Casa de Referência e da luta em vida dessas mulheres.

A Resistência Feminina está dentro de todas nós, seja no enfrentamento cotidiano ao machismo seja nas lutas por transformações econômicas, sociais, culturais. Dignificar a história de mulheres como Nísia Floresta, Margarida Maria Alves, Dandara, Sônia Angel, Luiz Mahin, Selma Bandeira e milhares de outras é o objetivo do Memorial.

O lançamento contou com a participação aproximada de 150 pessoas, que puderam prestigiar uma grande programação centrada na homenagem às mulheres que lutaram durante a ditadura militar e que deram suas vidas pela transformação da sociedade. Levamos​ o lado mais lúdico para se contar parte dessas histórias, com a apresentação teatral dirigida por Cristina Tolentino e interpretada por Isabella Sturzeneker, Madu Carvalho e Luna Vitória.

A mesa de debate teve a temática “Mulher: Resistência e R-Existência”, com a presença deNilceaMoraleida, doutora em Ciências Políticas, e presa política durante a ditadura militar no Brasil, que deu uma grande contribuição com sua experiência e conhecimento. As vereadoras Suzane Duarte Almada, Cida Falabella e Áurea Carolina também participaram dos debates, fortalecendo e colocando elementos como negritude, mulheres na cultura e na política. O evento se encerrou com a apresentação do show do coletivo um8zero, banda de jovens mulheres, conscientes do seu papel na sociedade.

A resistência feminina é uma resistência cotidiana, é uma luta contra o patriarcado, que nos mata, é a luta para que os nossos filhos sobrevivam, é uma luta para ter emprego, moradia, direito à militância e ainda ocupação dos espaços de poder.

Em breve, teremos outros momentos de consolidação do Memorial como um espaço permanente de debates, exposições e biblioteca. Contamos com o recebimento de doações de livros e filmes que circulam a temática para formação de um acervo, recolhimento de depoimentos e arquivos fotográficos além de outros objetos expositivos.

Thais Mátia, Movimento de Mulheres Olga Benario – MG

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