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Estudantes e professores da FMU sofrem com arbítrio da Laureate

No ano de 2013, a Laureate Internacional Universities, uma corporação estadunidense com mais de 80 instituições de ensino em 28 países, comprou, por aproximadamente R$ 1 bilhão, o Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). A entrega das instituições de ensino para as mãos do capital estrangeiro é um fator que agrava ainda mais o descaso com a educação no Brasil. No caso da FMU, é perceptível a negligência do grupo Laureate, que foca apenas no lucro e deixa a qualidade de ensino em segundo plano.

Em junho deste ano, após estudantes e professores da FMU tomarem conhecimento de uma reestruturação com a demissão de 220 docentes e outras medidas, foram organizadas assembleias do Sindicato dos Professores de São Paulo, que instruiu os professores a não assinarem nenhum documento de concordância com a reestruturação, e também foram realizadas manifestações pelos estudantes para pressionar a instituição.

A reestruturação foi planejada sem discussão e aviso prévio à comunidade acadêmica, resultando em uma insatisfação maior com essas medidas, que serão aplicadas a partir de agosto. Somado a isso, o diálogo com a reitoria, que segue as determinações da Laureate, é praticamente inexistente e inacessível.

Os principais pontos da reestruturação são:

  1. a) Redução de 25% das aulas presenciais por turno, carga horária de 4 para 3 aulas, período mínimo exigido pelo MEC;
  2. b) Mesmo com a redução, os professores deverão permanecer o mesmo tempo na instituição; reduzindo a carga horária, também haverá redução do salário, ou seja, os professores recebem menos, mas o horário de permanência não muda;
  3. c) Substituição de aulas presenciais por atividades a distância, alegando economia de tempo e espaço, porém o MEC determina que aulas a distância devem representar até 20% do curso;
  4. d) Aumento de mensalidades e redução de bolsas oferecidas;
  5. e) Demissão em massa do corpo docente em diversas áreas, sendo que os cursos de Saúde, Educação, Negócios e Direito serão os mais afetados.

Manifestações e diversas articulações estão sendo encaminhadas, salientando a discordância da comunidade contra esse ataque da Laureate. Os atos contam com apoio de muitos estudantes e professores e são realizados nas unidades da faculdade, como a passeata do dia 15 de julho, que saiu da Praça da Sé à unidade Liberdade da FMU. Tem sido importante a pressão dos estudantes. É necessário mostrar para os tubarões do ensino que educação não é mercadoria. Com luta é possível barrar as ações da Laureate.

Heloíza Cristina, Movimento Correnteza e estudante da FMU

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