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Movimentos ocupam Câmara contra privatizações

O plenário da Câmara Municipal de São Paulo foi ocupado no dia 09 de agosto, por movimentos sociais e organizações políticas, entre estes a Unidade Popular (UP), a União da Juventude Rebelião (UJR) e a Federação Nacional dos Estudantes no Ensino Técnico (Fenet), que lutam contra a privatização da cidade impulsionada pelo prefeito João Doria (PSDB). Os movimentos reivindicavam o fim da redução do passe-livre e a realização de um plebiscito popular que permitisse a consulta pública sobre o programa de privatização.

A resistência durou três dias e se tornou um grande exemplo na luta contra a entrega dos serviços públicos para as mãos dos empresários e banqueiros. Durante os dias de ocupação, os movimentos resistiram às várias formas de repressão e tentativas de desmobilizar a luta. O presidente da Câmara, o vereador Milton Leite (DEM), solicitou a reintegração de posse do plenário, negligenciando o diálogo e atenção à pauta dos movimentos que ocupavam o plenário.

Desde que assumiu a Prefeitura, João Doria vem implantando uma série de medidas antipopulares que beneficia os ricos em detrimento da vida dos trabalhadores paulistanos. O objetivo do prefeito é transformar a cidade em seu próprio balcão de negócios. Entre os serviços listados no programa de privatização estão os parques e cemitérios municipais, estádio do Pacaembu, bilhete único dos transportes e o complexo do Anhembi. Mas não para por aí. A Prefeitura pretende privatizar não só estes serviços, mas também muitos outros. Além disso, João Doria é parceiro de Geraldo Alckmin (PSDB), governador do Estado, e promove mais ataques, a exemplo das privatizações das linhas do Metrô e da perseguição violenta aos moradores de rua, aos sem-teto e aos dependentes químicos.

O prefeito que foi capaz de cortar o leite e o transporte das crianças, de reduzir horas do uso do passe-livre estudantil, de sucatear a alimentação nas escolas e fechar as farmácias populares, aproveita para fazer caixa eleitoral, propaganda mentirosa e colocar em sua campanha os bilhões que deixa de investir nas áreas sociais como educação, cultura e saúde. As empresas que recebem a “preço de banana” os nossos serviços públicos aumentam suas fortunas, enquanto que o povo paulistano morre nas filas dos hospitais, sem remédio e atendimento.

A ocupação da Câmara demonstrou que os movimentos sociais organizados podem barrar esses ataques ao continuar na luta cotidiana, mobilizando mais trabalhadores e a juventude rebelde para ocupar as ruas e defender uma São Paulo justa e do povo.

Redação São Paulo

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