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A tragédia na baía de todos os santos

Diariamente, milhares de pessoas fazem a travessia Salvador – Mar Grande através das lanchas e catamarãs que navegam pela Baía de Todos os Santos, ligando o bairro do Comércio, em Salvador, ao Terminal Hidroviário de Vera Cruz, em Mar Grande, na Ilha de Itaparica. No entanto, na manhã do dia 24 de agosto de 2017, uma dessas embarcações naufragou, deixando 18 vítimas fatais, sendo elas trabalhadores, trabalhadoras e estudantes que faziam esse percurso todos os dias, e até mesmo um bebê de apenas seis meses de vida.

Ainda assim, a Associação de Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), junto com a CL Transporte Marítimo, empresas responsáveis pela tragédia, defendem-se sob a alegação de que toda a documentação e vistoria do barco estavam em dia, mesmo com o Ministério Público Estadual já tendo proposto, desde 2007, duas ações civis públicas alertando sobre a precariedade desse serviço.

Isso demonstra a falta de capacidade deste Estado em que vivemos de gerir um serviço de transporte de qualidade para o povo trabalhador, entregando-o a empresas que colocam o lucro acima da segurança e da própria vida do povo, enquanto dividimos as mesmas águas com luxuosos cruzeiros que trazem os ricos para usufruírem da nossa cidade como nenhum de nós nunca teve direito. Ao passo que, nos ônibus urbanos, soma-se uma média de oito assaltos por dia – muito deles, seguidos de morte –, retiram as integrações das estações da cidade e discutem aumento de passagem para o próximo período.

Willian Santos, Salvador

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