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Rebelião, o alicerce da Revolução

A juventude brasileira vem enfrentando vários inimigos que não se importam nem um pouco com o nosso sofrimento. A característica que marca boa parte da juventude é a inconformidade com as coisas do jeito que estão: a corrupção, a falta de profissionais da saúde pública, a escola desmontada. Esta inconformidade é justa, pois não estamos na vida para sofrer, temos direito a um futuro digno e feliz.

A juventude, desde sempre, apresenta soluções para o que parece um caos. Ela sempre desestabiliza o que está estabelecido, modifica o velho pelo novo. Devemos ser nós os que mais se preocupem em pôr fim à tristeza do mundo, porque não fomos nós que a edificamos, então não seremos nós a alimentá-la ou a alimentar os que dela se beneficiam.

Sabe-se muito bem quem são os beneficiários, uma pequena corja, que se acham os reis de tudo, que sugam o suor de quem trabalha para erguer a sua riqueza. Mas não devemos deixar por menos. Vamos recuperar tudo o que nos pertence. Não há dúvida de que o caminho da juventude é junto do povo buscando um caminho diferente do já determinado.

Bem, se esse deve ser o nosso caminho, nos libertarmos das correntes, das amarras que nos prendem, então temos que nos organizar, construir a condição para a nossa emancipação. Temos de dispor de toda a nossa energia para edificar uma fortaleza capaz de aguentar as piores tempestades que se apresentarem, que ela seja tão forte e poderosa contra os nossos inimigos, os partidários da tristeza, da angústia, do sofrimento dos mais pobres.

E não precisamos inventar muitas coisas. A história do nosso povo é repleta de grandes momentos em que nos rebelamos contra as injustiças. Pronto, deve ser esse o caminho a percorrer, vamos construir uma enorme, gigantesca rebelião no nosso país. Uma rebelião dos pobres, da juventude, das mulheres, dos negros, dos indígenas, de todo nosso povo.

Nós queremos os nossos direitos. Uma educação emancipadora e de qualidade, que nos proporcione as condições para determinarmos o nosso futuro. Direitos iguais, pois não é nem um pouco justo que uma parte de nós chegue à universidade e outra parte esteja relegada a empregos informais e baixas remunerações. Justiça social! Não é suportável a situação em que vivemos, de miséria, doenças e abandono. Queremos o que é nosso por direito.

Para tudo isso se faz necessário que levantemos a bandeira da esperança, a bandeira do Socialismo. A bandeira da libertação dos povos, que possibilite uma nova forma de organização social preocupada com o bem-estar, o trabalho e a vida.

Bem, devemos fazer com que os senhores patrões, chefes supremos, tremam frente à nossa força e organização. É através da nossa capacidade que conquistaremos a felicidade e poremos fim à exploração do nosso povo. Não existe nenhuma outra saída, não existe nenhuma outra solução. Se nós não lutarmos por tudo o que é nosso, ficaremos eternamente nas mãos daquele um por cento mais rico e seus capachos, os políticos corruptos.

E como diz Bertold Brecht no texto Os Dias da Comuna, “devemos temer mais a miséria do que a morte!”.

José Roberto e Ariane dos Reis, militantes da UJR

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