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Brigadas do jornal A Verdade contra o fascismo

Desde o final de setembro e durante todo o mês de outubro, os militantes da Unidade Popular (UP) venderam mais de 2.500 exemplares do jornal A Verdade, se consideradas apenas as brigadas. Especialmente a partir do ato #EleNão, no dia 29/09, dezenas de ações coletivas foram realizadas em vários estados brasileiros para reunir a militância, vender o jornal e denunciar publicamente os interesses nefastos da burguesia e de seu candidato fascista em meio à campanha para as eleições presidenciais no Brasil.

Os estados que mais se destacaram foram São Paulo (com mais de 500 exemplares vendidos), Rio de Janeiro (com quase 500), Pará (mais de 450) e Rio Grande do Sul (mais de 400). Só em São Paulo foram vendidos 210 exemplares num único dia, numa ação coordenada que envolveu dezenas de militantes nos trens da Região Metropolitana da Capital. Também foram realizadas brigadas no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal e Goiás.

Para Raphael Assis, do Rio de Janeiro, “é importante lembrar que A Verdade é um jornal independente, escrito por trabalhadoras e trabalhadores, por estudantes. Não depende do financiamento sujo de empresas com interesses políticos sobre nossos artigos. Portanto, não temos medo de denunciar tudo o que prejudica a classe trabalhadora. Nestas últimas semanas, foram centenas de jornais vendidos, inúmeros debates abertos, além de vários contatos de pessoas que desejaram conhecer mais de perto a UP e o jornal”.

Frente ao desafio de derrotar o fascismo nas ruas e Bolsonaro nas urnas, a militância da UP se dedicou para retornar aos locais onde, durante dois anos, coletou assinaturas de apoio para a legalização do partido. Foram praças públicas, entradas de universidades e sistemas de trens, metrôs e ônibus, além das diversas manifestações em favor da democracia.

Os militantes denunciaram as pretensões neoliberais do milionário Bolsonaro para enriquecer ainda mais os superricos e denunciaram os crimes da Ditadura Militar, especialmente o caso do estudante Alexandre Vannucchi Leme, assassinado nos porões do Exército em 1973, que estampou a capa da edição de outubro.

“Denunciamos nas agitações nos trens de São Paulo que as posições de Jair Bolsonaro incentivam diretamente a violência no Brasil, como no assassinato do mestre de capoeira Môa do Katendê, em Salvador, e principalmente promovem práticas fascistas, como a tortura de opositores políticos, a exemplo do que os generais da ditadura fizeram com o companheiro Alexandre Vannucchi”, relata Ricardo Senese.

Todas as denúncias foram recebidas com grande aprovação pela população e, mesmo quando houve embates com elementos fascistas, sempre pessoas simples do povo vinham em defesa da democracia, do direito de expressão e condenando a violência das elites.

Foi desmascarada a intenção de retirar direitos trabalhistas, como férias remuneradas e o 13º salário, de aumentar impostos para o povo mais pobre e aprovar a reforma da Previdência, que tira o direito do trabalhador se aposentar. Além disso, foi explicado aos trabalhadores e trabalhadoras o programa dos grandes banqueiros abraçado pelo candidato fascista, cuja expressão é seu assessor econômico Paulo Guedes, que já defendeu publicamente a privatização de todas as estatais, incluindo Petrobras, Eltrobras, Correios, assim como Banco do Brasil e Caixa Econômica.

“As brigadas do jornal A Verdade têm sido um processo de aprendizagem para a militância, pois divulgamos nossa teoria e aprendemos com o povo. O que mais percebemos é a esperança de mudança nos semblantes e é isso que fortalece a nossa luta a cada jornal vendido”, afirma Bruna Freire, do Pará.

E será assim de agora em diante: muita conversa com o povo, muita denúncia, muito chamado para a luta da classe, muita propaganda das nossas ideias, sempre tendo em mãos nossa maior ferramenta, o jornal A Verdade, que está prestes a completar 19 anos de resistência contra o fascismo e de defesa do socialismo.

Da Redação

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