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Greve geral na Argentina contra arrocho de Macri e do FMI

No dia 25 de setembro, ocorreu a quarta greve geral na Argentina contra a política recessiva do atual presidente Mauricio Macri. Em todas as grandes cidades houve manifestações, com milhares de trabalhadores nas ruas.

A política econômica de Macri, fruto de um pacto com o Fundo Monetário Internacional (FMI), desvalorizou os salários dos trabalhadores com uma inflação em torno de 35% ao ano e fez o desemprego crescer 10%.

No do dia 24 de setembro, a Praça de Maio, na capital Buenos Aires, recebeu uma imensa concentração de trabalhadores, organizados por seus sindicatos e por movimentos populares, entre as quais a Frente Sindical, a Corrente Combativa e Classista (CCC), a Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), a Confederação de Trabalhadores da Economia Popular (Cetep), o Movimento Bairros de Pé e a Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE). Tomaram parte no protesto uma significativa quantidade de trabalhadores do Estaleiro Río Santiago, que têm travado uma dura batalha contra o fechamento da empresa.

“Os trabalhadores, cansados de pagar pela crise, impuseram às direções dos sindicatos uma paralisação geral. A classe operária voltou a ser protagonista das mudanças sociais e é o principal impulso para a resistência ao capitalismo. Na minha fábrica, assim com em outras, ocorreram muitas assembleias para levarmos a paralisação adiante. Isso demonstra que estaremos de pé, lutando pelos nossos”, declarou em entrevista para A Verdade Manuel, 40 anos, trabalhador da indústria automobilística e integrante do sindicato de mecânicos. Nem mesmo a repressão violenta preparada pelo governo com gás lacrimogênio e golpes de cassetete contra os trabalhadores impediu o protesto.

Juan Carlos Alderete, integrante da Corrente Combativa e Classista, declarou durante o comício que ocorreu na Praça de Maio: “Hoje, com a política de Macri, que lança nosso país à miséria, à fome e à falta de emprego; que não tem limites para o sofrimento dos trabalhadores, para destruir a produção nacional, as pequenas e médias empresas, não há como não estar em um ato buscando a unidade, porque o momento exige a unidade para enfrentarmos essa política”. Alderete concluiu dizendo: “somente ocupando as ruas vamos impor o recuo ao governo, trabalhando com a unidade verdadeira para derrotar a política de Macri”.

Thiago Santos, advogado

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