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Jornalistas alagoanos se mobilizam contra redução de salários

Foto: Thiago Correia

Iniciada a campanha salarial de 2019, os dirigentes do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal) foram surpreendidos na mesa de negociações com um verdadeiro ataque aos direitos dos trabalhadores.

Ao invés de debater a reposição da inflação do período ou um índice de aumento real do salário, os patrões propuseram a redução do piso salarial da categoria, que atualmente é de R$ 3.565,27 para R$ 2.150,00.

A alegação das empresas Tnh1, TV Pajuçara, TV Gazeta, G1 Alagoas, Gazetaweb, OP9, TV Ponta Verde e Jornal Gazeta é que o mercado está em crise e o piso salarial de Alagoas é o mais alto do país.

De fato, na tabela nacional, o piso salarial de Alagoas, conquistado a partir de mobilizações do Sindjornal, é um dos mais altos. “Mas o que os patrões esquecem de dizer é que aqui no estado o piso é o teto, ou seja, dificilmente um jornalista ganha mais do que o piso, independente do tempo de trabalho”, destacou Valdice Gomes, vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas.

Neste sábado (27), o Sindicato dos Jornalistas convocou uma assembleia para debater o assunto com a categoria. Mais de cem jornalistas compareceram. “Fazia tempo que não víamos uma assembleia tão participativa. Isso é fundamental, porque o Sindicato está buscando todas as medidas jurídicas, mas sem essa mobilização, não vamos conseguir reverter a situação que estamos enfrentando. É hora de manter a categoria unida”, declarou Izaías Barbosa, presidente do Sindjornal.

Além da redução do piso salarial, os patrões propõe ainda outras cláusulas que prejudicam os jornalistas, como acabar com o pagamento de hora extra, suspender gratificações extras de exercício de atividade de editor, autorização para tirar a negociação com sindicato e passar a negociar diretamente com os empregados.

Os jornalistas manifestaram indignação com essas propostas de retirada de direitos. “Apesar do espaço apertado, essa assembleia tinha que acontecer aqui no sindicato, para lembrarmos a herança histórica que temos de honrar, nessa casa onde fomos representados por nomes como Dênis Agra e Freitas Neto. É hora de resistir”, conclamou Thiago Correia, diretor do sindicato.

Lenilda Luna, jornalista

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