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Minoria golpista tenta tomar o poder novamente na Venezuela

A Venezuela amanheceu hoje (30) em um sério clima de tensão política. Juan Guaidó e o antigo golpista Leopoldo Lopez se refugiaram na Plaza Altamira – Caracas – para de lá lançar uma ofensiva contra o governo de Maduro com um efetivo de pelo menos 50 militares.
O Ministro da Defesa, Vladimir Padrino, rechaçando a tentativa de Golpe.

CARACAS – Acompanhados por um efetivo de pelo menos 50 militares golpistas armados até os dentes com fuzis norte-americanos, o líder da oposição Juan Guaidó e o economista Leopoldo Lopez, foram para a base de La Carlota na tentativa de iniciar outro golpe de Estado contra o governo de Nicolás Maduro, desta vez com um levante geral com os militares dissidentes à frente do processo.

Guaidó postou em suas redes sociais um vídeo ao lado de militares; afirmou que está dando inicio a parte final da “Operação Liberdade” – ironicamente, mesmo após a fase de “preparação”, “execução” e “articulação” essa operação ter fracassado em todas as suas tentativas. Seja na articulação de se auto declarar presidente, seja de encaminhar “ajuda humanitária” para o país.

Leopoldo Lopez, conhecido golpista anti-Maduro, estava cumprindo prisão domiciliar desde agosto de 2017 foi, segundo ele mesmo, “liberado [da prisão domiciliar] pelos militares à ordem da Constituição e do presidente Guaidó”.

O governo venezuelano, através do Vice-Presidente de Comunicação e Cultura, Jorge Rodriguez, anunciou que a tentativa de golpe militar já está sendo devidamente suprimida.

O Presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, convocou por televisão que todo o povo fosse até o Palácio Presidencial para defender a República Venezuelana. Na televisão, Cabello disse: A maioria das forças armadas venezuelanas está ao lado da constituição nacional. A base de La Carlota está sob controle. Nosso povo deve estar disposto a fazer o que for necessário para manter a paz.

Guaidó, que afirmou por vídeo que as forças nacionais tomaram a decisão de participar da “Constituição Popular” e pediu ao povo da Venezuela para apoiar os soldados. Em oposição, o Ministro da Defesa, Vladimir Padrino, anunciou que nos quartéis reina a tranquilidade e que o efetivo de dissidentes é um número minúsculo de militares desesperados “covardes e traidores” e, ainda, anunciou que continuarão a ampla maioria do exército continuará defendendo a república.

No atual momento, estão acontecendo confrontos armados violentos entre as forças da oposição e as forças do governo próximo ao quartel La Carlota e também manifestações de rua de ambos os lados.

O POVO VENEZUELANO PRECISA CONSTRUIR O SOCIALISMO

A crise política e econômica que se alastra pelo país demonstra a fragilidade das forças hegemônicas. O golpe contra o governo nacional se mostra uma articulação imperialista para hegemonizar seu controle dos mercados petrolíferos venezuelanos. O imperialismo ianque não tolera as medidas de recuperação da exploração petrolífera adotadas pelo governo venezuelano e a ingerência da China na economia, endurecendo suas ações para reconquistar e ampliar seus interesses na exploração do petróleo, dos demais recursos naturais e no aproveitamento do mercado venezuelano.

Os comunistas reafirmam suas posições de que só uma revolução socialista é capaz de liquidar as contradições econômicas e políticas atuais na Venezuela, pois somente desta forma em que o povo terá condições de se unir na luta contra a fome, pobreza e injustiças promovidas por qualquer tipo de imperialismo intervencionista. Logo, somente com a classe operária à frente que será possível dar uma resposta definitiva a qualquer ofensiva golpista da burguesia nacional e internacional.

Thales Caramante – Jornal A Verdade

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