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Novo Ministro, velhas propostas: a queda de Vélez e o seu substituto

Vélez é demitido e Bolsonaro anuncia novo Ministro da Educação

Após ser alvo de muitas polêmicas, o Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, teve sua demissão anunciada oficialmente nessa segunda-feira (8) no Twitter de Jair Bolsonaro.

Com a pior avaliação dos primeiros 100 dias de presidência desde a redemocratização, Bolsonaro destitui Vélez pouco menos de um mês depois da última demissão anunciada pelo governo. Seguido do pedido de demissão de mais de 20% dos servidores e de muitas trocas e exonerações no Ministério da Educação, Vélez protagonizou projetos e opiniões polêmicas, tais como:

• Anúncio de revisão nos livros didáticos acerca da ditadura militar e o golpe de 1964;

• Chamado para que as escolas filmassem estudantes cantando o Hino Nacional perante a bandeira e enviassem os vídeos ao MEC com o objetivo de transformá-los em propaganda para o PSL;

• Declaração de que as universidades não são feitas para todo o povo.

Segundo os assessores de Bolsonaro, a troca foi feita para solucionar conflitos entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho.

O substituto do cargo será Abraham Weintraub. Abraham é professor licenciado da Universidade Federal de São Paulo e tem como formação o titulo de mestrado na Fundação Getúlio Vargas, diferentemente do título de doutorado, anunciado por Bolsonaro nas redes sociais. Longe das salas de aula, Weintraub trabalhou como economista no mercado financeiro, colaborando para o Banco Votorantim e como sócio de uma corretora de investimentos.

Assim como seu antecessor, é seguidor de Olavo de Carvalho e também acredita na “ameaça” do marxismo cultural, como demonstrou na Cúpula Conservadora das Américas, organizada pelo filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Irmão de Arthur Weintraub (assessor-chefe adjunto da assessoria especial de Bolsonaro), Abraham participou de conversas sobre a reforma da previdência recentemente, sendo apoiador do sistema de capitalização da aposentadoria, em que o trabalhador será responsável, ao longo de sua vida profissional, por poupar para sua própria aposentadoria, sem a contribuição do governo, como ocorre atualmente.

Abraham Weintraub não tem experiência na área educacional. Ele manterá as propostas da família miliciana, atendendo aos interesses do capital financeiro e incentivando a precarização e privatização do sistema público de ensino.

Giulia Caramante e Lucas Santos, São Paulo

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