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Derrotar a Reforma da Previdência é possível e necessário!

Wanderson Pinheiro
Unidade Popular Pelo Socialismo

BRASIL – A Reforma da Previdência foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, mas ainda há muito pela frente, necessitando a aprovação em segundo turno e em dois turnos no Senado para ser completamente aplicada. Ainda temos tempo para barrar essa reforma e é nossa obrigação fazer um enfrentamento nas ruas e radicalizar contra esse absurdo promovido pelo congresso dos banqueiros.


Foto: Jorge Ferreira/Jornal A Verdade
GREVE GERAL – Bloqueio na Avenida dos Estados em Santo André, São Paulo, durante a greve geral.


De fato, vimos o governo abrir um balcão de negócios e a corrupção rolou solta para garantir os votos no primeiro turno, além de que a maioria dos deputados recebeu dinheiro do capital financeiro para suas campanhas eleitorais; então não há nada de se estranhar na submissão dos deputados a essa proposta, que tem como principal objetivo retirar dinheiro da aposentadoria para pagar a dívida pública.

Então sabemos muito bem que não devemos esperar outra coisa desse congresso. Devemos compreender que a luta de classes se desenvolve nas ruas, com milhões de jovens e trabalhadores que a cada dia percebem que esse governo não representa os interesses do povo.

Essa luta está só começando e tem boas perspectivas pela frente pois, em pouco tempo, realizamos duas manifestações com mais de 4 milhões de jovens contra o corte de verbas nas universidades e uma greve geral que mobilizou milhões de trabalhadores. Isso obrigou os fascistas e entreguistas a realizarem manifestações verde-amarelas a favor de Moro, mas com intuito de construir condições de aprovar a reforma mesmo com todo desgaste que irão enfrentar.

É importante notar que o governo fascista, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a Rede Globo de televisão e toda a burguesia agem em comum acordo quando o que está em jogo é o interesse material dos banqueiros e capitalistas com a reforma da previdência. O discurso é um só: a reforma da previdência é intocável. Por isso uma grande unidade de classe do lado de cá contra a reforma e uma defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores deve nos unir.

Mesmo quem mantém uma ilusão eleitoral ou pensa em “Lula Livre” como a salvação deve compreender que a única maneira de libertá-lo é derrotar o governo, sem ter ilusão na justiça burguesa ou no eleitoralismo.

É necessário e é uma obrigação de todos os sindicatos, as centrais sindicais e os movimentos sociais construírem uma nova greve geral e uma marcha para Brasília, para enfrentar vigorosamente essa reforma e por abaixo esse governo de banqueiros que querem acabar com a aposentadoria dos trabalhadores e trabalhadoras. Esse é o ponto onde devemos concentrar nossas forças, é aí que está o centro da luta de classes nesse momento, pois está em jogo o maior interesse econômico da grande burguesia internacional.

O mês de agosto promete ser um mês de muitas lutas. No dia 13 a juventude vai, mais uma vez, se mobilizar em defesa das universidades atacadas com o corte de verbas e a privatização – que o governo quer promover por meio da abertura ao financiamento privado nomeado de Projeto Future-se. Neste dia será realizada uma grande Jornada Nacional de Lutas com manifestações massivas e ocupação de reitorias.

Ao contrário de muitas avaliações pessimistas, vemos que existe uma grande disposição de luta, não cabendo o espírito de desmobilização que seria uma traição à classe trabalhadora. A luta contra a Reforma da Previdência deve ser feita com todo gás, pois com a realização de uma gigantesca marcha à Brasília derrotaremos o governo e a reforma dos banqueiros.

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