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Invasão turca ao Curdistão mostra que não se pode confiar no imperialismo

O movimento de libertação curdo possui uma rica história socialista. O primeiro “Curdistão” foi a República de Mahabad, em 1946, socialista e apoiada pela URSS de Stálin. Ela deixou de existir quando os soviéticos se retiraram do Irã após pressão da ditadura Pahlavi, apoiada pelos EUA e pela Inglaterra. Por muitos anos, os soviéticos apoiaram o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), de orientação marxista-leninista, e que existe até hoje.

Lamentavelmente, porém, o movimento de libertação curdo nunca foi unicamente marxista. No Iraque, a etnia curda apoiou, por exemplo, a invasão imperialista dos EUA contra o país então governado por Saddam Hussein. Na Síria, os curdos deram boas vindas às tropas e corporações norte-americanas. Muitos curdos até se aliaram a Israel, vendo no criminoso projeto sionista uma inspiração para um futuro “Curdistão”.

Agora, com a retirada das tropas dos EUA do Curdistão, muitos curdos se veem “abandonados”, “traídos” pelos imperialistas dos EUA, e já buscam apoio de Assad, dos russos e iranianos para conter uma invasão militar turca que já se iniciou. A Turquia, não nos esqueçamos, é um país membro da OTAN – a aliança militar ocidental criada na Guerra Fria para combater o comunismo e trazer “democracia” para o mundo.

Que esta traição, então, sirva de exemplo para os curdos não se esquecerem de que no imperialismo não se pode confiar.

Davi Dias e Amaro Sérgio, Campos dos Goytacazes (RJ)

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