Desde a noite do dia 21 de agosto de 2025, famílias do MLB fazem vigília no terreno para garantir a construção de moradia digna.
Redação – MG
A construção das 250 casas organizadas pelo MLB está em risco devido à ação de grileiros. O Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) em MG, por meio do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) Entidades, conquistou do governo estadual um terreno para a construção de 250 moradias. Se não fosse a burocracia imposta pelo Governo Federal e pela Caixa Econômica Federal, as obras já estariam mais avançadas e o projeto teria sido apresentado à comunidade local. Mesmo após a garantia da propriedade do terreno, como ele segue sem uso, grileiros tentam invadir e se apropriar da terra.
Os grileiros cometeram crime ambiental ao cortar a vegetação local e terraplanar parte do terreno, mas a impunidade seguiu. Nas redes digitais, como é de costume, espalham as mais absurdas e racistas mentiras para tentar desmobilizar o apoio popular. Chamam as famílias de invasoras e dizem que estariam pichando muros e cometendo assaltos. Porém, quando os moradores do entorno vão até o terreno e conversam com as famílias, saem convencidos da verdade e de que a luta é justa.

Foto: Manoel Vieria – MLB
Tudo isso mostra, mais uma vez, que no Estado burguês não há direitos para o povo pobre. Mesmo com a propriedade do terreno validada pelo Ministério Público, pelo Governo Federal e pelo Governo do Estado, o MLB ainda passa por essa humilhação. Assim, enquanto o Estado nada faz para garantir esse direito, as famílias tomaram posse do terreno para afirmar: será moradia popular, sim!
Depois de todas essas ações absurdas, os grileiros entraram no terreno armados e ameaçaram diretamente as famílias. Mas o povo organizado, em coletivo, não se intimidou. Expulsaram os invasores, e o MLB segue organizando escalas de revezamento das famílias para cuidar do terreno 24 horas por dia, mesmo sem infraestrutura no local e sob constantes ameaças. Em grandes empreendimentos, a segurança deveria ser garantida pelo Estado, que diante disso lava as mãos. Mas as famílias seguem na resistência, pela implementação do projeto e pela garantia de moradia digna!