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domingo, 31 de agosto de 2025

Vivam os 30 anos da UJR: a juventude revolucionária do Brasil

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Fundada em 1995, após o processo de reorganização do Partido Comunista Revolucionário, a UJR nasceu com a missão de ser a organização que mobiliza, organiza e forma a juventude comunista e revolucionária para lutar pela libertação da classe trabalhadora e por um mundo socialista. Vivam os 30 anos da UJR: a juventude revolucionária do Brasil.

Coordenação Nacional da UJR


JUVENTUDE – A União da Juventude Rebelião (UJR) foi fundada em 1995, logo após a refundação do Partido Comunista Revolucionário (PCR). Após 30 anos dessa importante decisão, celebramos os êxitos da UJR e o seu trabalho junto ao Partido para a construção da revolução socialista no Brasil. 

Estamos presentes em todas as regiões do país, com milhares de jovens em nossas fileiras, que, orgulhosamente, dedicam suas vidas para construir o socialismo num mundo em que todos possam ser verdadeiramente felizes.

Além de organizar as lutas da juventude por seus direitos e denunciar o capitalismo, a UJR ajudou a nacionalizar o Partido e formou inúmeros militantes revolucionários, que, hoje, atuam nas mais diversas frentes.

Reafirmar o socialismo

Após a queda da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), os liberais e os traidores afirmaram que viveríamos a “prosperidade” no capitalismo. Mas o que vemos é o aprofundamento das desigualdades sociais, a intensificação das guerras e o aumento da violência no mundo.

Para lutar contra todas essas injustiças, a UJR se apresenta como uma Escola do Socialismo, buscando ampliar a difusão do marxismo-leninismo entre a juventude e defendendo o acúmulo histórico do Movimento Comunista como arma na luta contra o capitalismo.

No mesmo no ano de fundação da UJR, realizamos o 1º Congresso Nacional, fortalecemos as entidades estudantis e a formação política. Assumimos a luta por Memória, Verdade e Justiça, cobrando punição para os militares fascistas que estiveram à frente da ditadura no Brasil.

Ocupamos as ruas contra a venda do patrimônio público nos governos do neoliberal Fernando Henrique Cardoso (FHC) e na campanha contra a Aliança de Livre-Comércio das Américas (Alca).

Ao chegar à Presidência da República com a eleição de Lula (PT), em 2002, os partidos social-democratas do Brasil se institucionalizaram ainda mais e abandonaram de vez as bandeiras revolucionárias. Na juventude, isso não foi diferente.

Era imprescindível que a UJR se apresentasse como a vanguarda das lutas da juventude brasileira. Assim, fundamos dezenas de entidades estudantis secundaristas pelo país, abraçamos a luta pelo passe-livre, pelo livre acesso à universidade, por assistência estudantil e pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora brasileira.

A partir dessas ações, fomos crescendo e, em 2005, realizamos o 2º Congresso Nacional da UJR, no qual aprovamos nossa Declaração de Princípios e os Estatutos. Como forma de incentivar o trabalho da juventude, o Partido relançou o livro “Sobre o Movimento Estudantil”, que se tornou um guia para alavancarmos a atuação nesse setor. Assim, ampliamos nossa participação na União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e na União Nacional dos Estudantes (UNE).

Também reiteramos nosso compromisso com o caráter internacionalista da revolução, construindo os Encontros Internacionais da Juventude Antifascista e Anti-imperialista (Eijaa), que, em 2008, tivemos a honra de sediar, no Rio de Janeiro.

Avanço nas mobilizações e na organicidade

No marco dos 15 anos da UJR, realizamos, em 2010, o 3º Congresso Nacional, com centralidade no fortalecimento dos núcleos, das coordenações estaduais e nacional.  Fundamos a Federação Nacional de Estudantes em Ensino Técnico (Fenet), em 2011, e ganhamos protagonismo na Greve Nacional da Educação de 2012.

As contradições dos governos petistas se acentuaram e, nesse cenário, aconteceram as gigantescas Jornadas de Junho de 2013, que levaram milhões de pessoas às ruas do Brasil, derrubando os aumentos das passagens de ônibus em vários municípios e exigindo mais investimentos nas áreas sociais.

Entre as lições tiradas daquele momento estava a necessidade de acelerar ainda mais o movimento revolucionário no país. Por isso, nos somamos à construção de um novo partido político, a Unidade Popular (UP), que conseguimos legalizar com mais de 1 milhão e 200 mil assinaturas de apoio da população.

Embalados por esse momento da vida política do país, convocamos o 4º Congresso Nacional da UJR, em 2019, com objetivo de impulsionar a formação e a promoção de quadros. Em seguida, realizamos a 1º Conferência Nacional de Quadros e publicamos o 1º Caderno de Formação. Depois, lançamos mais edições, culminando na coletânea de 2024, disponível para o estudo de todos os coletivos.

Realizamos, em 2016, uma Conferência Nacional de Trabalho de Massas para aprofundamos nossa linha política para o movimento estudantil, combatendo o imobilismo dentro do próprio movimento e a extrema-direita na sociedade. Decidimos pela unificação dos vários movimentos universitários em que atuávamos e, assim, foi organizado o Movimento Correnteza, em 2017, homenageando a frente impulsionada pelo PCR nos anos 1970.

A luta contra as reformas antipovo e o fascismo

Com o objetivo de impor reformas para explorar ainda mais a classe trabalhadora, a grande burguesia, apoiada pela mídia, deu um golpe parlamentar derrubando a presidenta Dilma Rousseff (PT), em 2016.

O golpista Michel Temer (MDB) assumiu o governo e aprofundou os ataques aos direitos da população. Os trabalhadores e estudantes responderam com mobilizações e a UJR esteve em peso nessas atividades.

Em 2019, o fascista Jair Bolsonaro é empossado presidente e realizamos o 5º Congresso Nacional da UJR com o tema “Unir a juventude para derrotar o fascismo”. Impulsionamos os atos contra os cortes na educação, participamos das campanhas de solidariedade na pandemia e dos protestos “Vidas Negras Importam”.

Quando o governo dos fascistas ameaçou a frágil democracia do Brasil, junto ao PCR e à UP, organizamos o “Fora Bolsonaro!”.  O movimento rompeu as limitações da pandemia de Covid-19, ampliou-se e impediu os planos golpistas. Todas essas ações acumularam forças para a derrota do projeto fascista nas urnas em 2022.

Ainda durante esse período, organizamos os Seminários “Seremos Todos Como o Che” e as Jornadas de Trabalho Voluntário. Consolidamos as publicações de livros sobre a trajetória do patrono da UJR, Che Guevara, em parceria com as Edições Manoel Lisboa.

Lutar e vencer  

A prosperidade prometida pelo capitalismo não chegou e o fascismo é a forma mais desesperada da burguesia de manter seus privilégios. A luta de classes continua mais viva do que nunca e o Brasil é um retrato do aprofundamento da decadência capitalista.

A juventude é uma significativa parcela da população que sofre diariamente os problemas impostos pelo sistema. Somos 50 milhões de jovens com um grande potencial revolucionário.

A melhor forma de celebrar esses 30 anos é formando mais jovens revolucionários, aumentando a propaganda das ideias da UJR e do jornal A Verdade, intensificando o trabalho em todos os lugares onde a juventude está presente.

Sempre que conseguimos manter um trabalho sistemático, os resultados surgem em pouco tempo, com as reuniões dos núcleos para estudar e planejar as lutas. Só assim poderemos vencer, confiando e nos inspirando no povo brasileiro, em especial na classe trabalhadora.

Seguindo o exemplo daqueles que mudaram a história da humanidade com disciplina e dedicação à causa revolucionária, como os bolcheviques russos e os revolucionários cubanos.

Vivam os 30 anos da UJR! Viva a juventude brasileira!

Matéria publicada na edição impressa  nº319 do jornal A Verdade

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