Trabalhadores da limpeza urbana entram em greve na cidade de Várzea Grande (MT), denunciando a falta de direitos trabalhistas e a incerteza quanto à continuidade dos contratos.
Giovanna Camolezi | Redação MT
TRABALHADOR UNIDO – Os trabalhadores da limpeza urbana de Várzea Grande iniciaram uma manifestação no dia 19 de janeiro, reivindicando direitos trabalhistas e respostas sobre as rescisões contratuais. Lideranças dos movimentos afirmam que a prefeitura está há mais de seis meses sem pagar as empresas responsáveis pelo serviço, o que gerou insegurança quanto ao recebimento das verbas rescisórias e à continuidade dos empregos.
A falta de pagamento impediu que a empresa anterior quitasse as verbas rescisórias dos funcionários. Sem esses valores, os trabalhadores afirmam que não conseguem encerrar formalmente os contratos antigos, o que impede a assinatura da carteira de trabalho com a empresa atual, contratada pela prefeitura. Essa situação gerou enorme revolta entre os trabalhadores, que decidiram cobrar explicações diretamente da prefeita.
Os trabalhadores se manifestaram em frente à prefeitura e foram recebidos com truculência pela Guarda Municipal, que retirou o carro de som e impediu a continuidade da manifestação. A prefeita Flávia Moretti (Partido Liberal) esteve no local e declarou que resolveria a questão contratual, garantindo que se reuniria com os garis no dia seguinte.
Como esperado de uma fascista, a prefeita viajou no dia seguinte e ignorou a situação dos trabalhadores da limpeza urbana, declarando posteriormente que só pagaria os valores devidos aos garis mediante processo judicial.
A luta continua
Não intimidados pela hostilidade da prefeita nem por suas ameaças, os trabalhadores seguem mobilizados e declararam greve na manhã desta terça-feira (20/01), ocupando o espaço de entrada e saída dos caminhões de coleta da empresa atualmente responsável pelo serviço, a Pantanal, para conquistar seus direitos.
Atualmente, não há nenhuma perspectiva de rescisão de contrato com a antiga empresa, Alocar. Para complementar a renda, os trabalhadores estão realizando bicos e, inclusive, diárias na Pantanal, que não possui trabalhadores contratados suficientes.
Os trabalhadores denunciam a falta de segurança e de estabilidade contratual. “Se na época em que a gente era CLT, quando acontecia um acidente ninguém vinha nos visitar, agora, na diária, a gente pode perder tudo, porque a prefeita deu calote em todo mundo”, relatou um trabalhador ao jornal A Verdade.
Quando o povo for dono das fábricas essas situações não irão mais acontecer, por isso, o Movimento Luta de Classes e a Unidade Popular pelo Socialismo se somam a esta luta, pois somente a luta há de mudar a vida do povo.