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terça-feira, 17 de março de 2026

Trabalhadores do mundo se unem: UP Internacional marcha em Berlim na Passeata LLL

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Entre os dias 10 e 11 de janeiro, mais de 40 militantes da Unidade Popular (UP) residentes em diversos países da Europa reuniram-se em Berlim para o Encontro de Inverno da UP Internacional.

UP Internacional


INTERNACIONAL – Nos dias 10 e 11 de janeiro, reuniram-se na capital alemã mais de 40 militantes da Unidade Popular residentes em diversos países da Europa para o Encontro de Inverno da UP Internacional e para participar juntos da marcha LLL em homenagem aos revolucionários Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Vladmir Lênin (cujas iniciais formam o nome do evento).

No sábado (10) que antecedeu a marcha, os militantes visitaram o Memorial Soviético em memória dos soldados do Exército Vermelho que lutaram e tombaram em solo alemão para libertar o país do nazismo. A visita foi seguida de uma rica formação sobre a história dos personagens homenageados na marcha e de uma plenária onde os vários núcleos – de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Países Baixos, Europa Central e Irlanda – puderam debater sobre as conjunturas e lutas nos seus respectivos países de residência. Com falas baseadas no trabalho dos núcleos, constatou-se a atualidade dos escritos de Luxemburgo sobre o imperialismo e da crítica de Liebknecht ao militarismo. 

Sedat, militante da Associação de Juventude Internacional (IJV) e da Associação Democrática de Trabalhadores (Didf), falou da importância de reviver a memória dos militantes assassinados no início do século 20, pois é também no século 21 que a Alemanha encara uma recrudescência da militarização: 

“Estamos aqui não só para lembrar de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht por causa dos revezes que enfrentaram, mas porque eles estavam lutando contra o imperialismo, contra a militarização da Alemanha. Vemos hoje como o imperialismo alemão está se rearmando novamente para fortalecer os interesses políticos e econômicos de empresas alemãs na Europa e no mundo inteiro. Estão investindo no armamentismo e preparando principalmente a juventude para a guerra. Os oficiais estão indo às escolas, querendo recrutar estudantes para o exército e fazendo propaganda sobre ‘defender a Alemanha’. Nas Universidades – onde também estão havendo vários cortes de fundos por causa do armamentismo – a ciência está se voltando a propósitos militares, assim como a indústria civil, que também está virando indústria militar”.

Sedat também comentou que, por mais que várias organizações de esquerda estivessem ali unidas, as massas não compareceram em tanto peso à marcha como poderia ser, tendo em vista a repressão policial atroz que as recentes manifestações contra o imperialismo de Israel têm sofrido. Por exemplo, soube-se da possível represália – legal e física – à qual poderíamos estrar sujeitos se nos juntássemos ao cântico “From the River to the Sea, Palestine will be free” (“Da Terra ao Mar, Palestina Livre Já!”) dos camaradas alemães, alguns dos quais sofreram ataques com gás lacrimogênio por dizê-lo. 

Hanna e Lara, da organização Arbeit Zukunft (“Trabalho Futuro”, organização membro da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas – CIPOML), falaram sobre a crise do capitalismo e o crescimento do fascismo entre os jovens. 

Lara contou: “Eu sou de Hamburgo. Tanto em Hamburgo quanto em Berlim, o custo de vida tem subido. Na Alemanha inteira tem ficado mais e mais difícil para os jovens encontrarem um lugar para morar”. Hanna complementou: “Os fascistas dão respostas e parecem se opor ao sistema. Os jovens sentem que esse sistema não os beneficia, então, para alguns, os fascistas parecem uma alternativa. Mas, na realidade, os fascistas somente querem dividir as pessoas com respostas racistas; não oferecem nenhuma solução para o nosso futuro”.

Sob as palavras de ordem “Hoch die Internationale Solidarität” (“Viva a Solidariedade Internacional”), marchamos do Frankfurter Tor ao Cemitério dos Heróis Socialistas ao lado dos nossos camaradas alemães, compartilhando as nossas experiências. Distribuímos panfletos denunciando o terrorismo estadunidense contra a Venezuela e as ameaças imperialistas contra vários países da América Latina. Ensinamos também nossas palavras de ordem “Lutar, criar poder popular” e “Vai avançar, vai avançar a Unidade Popular”, as quais nosso bloco passou a gritar em conjunto. 

Mais do que nunca é preciso a união internacional da classe trabalhadora e avançar no trabalho de preparação de todas as formas de luta contra o capitalismo, contra o fascismo, o imperialismo e pelo socialismo.

Matéria publicada na edição impressa Nº 328 do jornal A Verdade

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