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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Trump persegue imigrantes e opositores após assassinato de mulher pela polícia dos EUA

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O assassinato de Renee Nicole Good, morta a tiros por agentes do ICE em Minneapolis, desencadeou uma onda nacional de protestos contra o governo de Donald Trump.

Redação


MUNDO – ICE (Immigration and Customs Enforcement) é hoje uma sigla conhecida em todo mundo. O que antes era um departamento do governo estadunidense para fiscalizar a imigração e a alfândega, se tornou uma nova polícia política de Donald Trump, que completa um ano como chefe do imperialismo dos EUA.

O terror dos agentes do ICE ficou mais evidente no dia 07 de janeiro, quando um policial atirou três vezes no rosto de uma cidadã americana de Minneapolis, no Estado de Minnesota, no meio-oeste dos EUA. Renee Nicole Good tinha 37 anos e três filhos. Foi assassinada enquanto tentava sair com seu carro durante uma ação da polícia de Trump que perseguia imigrantes.

Renee estava com sua esposa, Becca Good, quando viram a tentativa de sequestro pelos agentes do ICE de pessoas na rua e começaram a protestar. Este tipo de ação tem se tornado rotina nas grandes cidades dos EUA. “Estávamos lá para apoiar nossos vizinhos. Eles tinham armas e nós apitos”, afirmou Becca à Rádio Pública de Minnesota.

“O que aconteceu lá é completamente indesculpável. E o que piora tudo é a reação do governo, todos eles a difamando como terrorista doméstica”, afirmou um manifestante em Los Angeles. Após o assassinato de Good, Minneapolis e dezenas de cidades dos EUA foram tomadas por centenas de milhares de pessoas em manifestações contra o autoritarismo de Trump.

Nas ruas das grandes cidades se tornou comum a cena de agentes encapuzados, com fardas apenas com a sigla ICE sequestrando pessoas sem qualquer motivo. A última estimativa é que pelo menos 70 mil estejam encarceradas em instalações da polícia política em todo os EUA.

Esta ação autoritária tem levado a uma grande reação dos trabalhadores norte-americanos. Durante as ações do ICE, tem sido comum pessoas se organizarem para impedir os sequestros ou realizar manifestações pedindo a libertação de pessoas presas. Na prática, qualquer pessoa não branca e que não esteja falando inglês na rua pode ser presa pela polícia trumpista.

Trabalhadores vão à luta contra o ICE

Diante do assassinato, cada vez mais trabalhadoras e trabalhadores estadunidenses se unem em organizações para barrar os sequestros do ICE. Ashley Lopez, educadora também de Minnesota, disse ao jornal The New York Times que o assassinato de Renee a levou a se organizar contra a polícia política. “Por causa do que aconteceu com Renee, eu senti como se não tivéssemos mais nada a perder. Por que ela tem que ser a única a se colocar em perigo?”.

Militante em defesa dos direitos de imigrantes, Dieu Do, afirma que sua organização passou a receber centenas de e-mails de pessoas querendo se organizar contra os ataques do ICE. “As pessoas continuam aparecendo e defendendo a comunidade delas apesar desse ato violento. Eles querem justiça, mesmo correndo o risco de se ferirem no processo”, afirma.

Os moradores das grandes cidades têm feito patrulhas a partir destas organizações para fiscalizar e impedir ações arbitrárias do ICE. Estas ações são o que tem garantido a divulgação e a denúncia dos crimes dos agentes de Trump.

O que ocorre com a polícia política, disfarçada de agentes de imigração, nos EUA é mais uma prova da política fascista de perseguir a classe trabalhadora e garantir mais lucros para o grande capital. Enquanto imigrantes são perseguidos, Trump consegue impor sua política de submeter estas pessoas às piores condições de trabalho e salário, ao mesmo tempo que amplia o discurso fascista na sociedade estadunidense.

O ICE age cada vez mais parecido com as polícias dos regimes nazifascistas do século passado, e tem atacado justamente onde organizações de oposição a Donald Trump são mais fortes. A luta antifascista, com centenas de milhares de norte-americanos e imigrantes se organizando, toma cada vez um espaço maior naquele país e a denúncia destes ataques pelos povos do mundo se torna cada vez mais necessária para derrota do regime de Trump.

Matéria publicada na edição impressa Nº 327 do jornal A Verdade

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