Atingindo a marca de quase 12 mil filiados em 2025, a Unidade Popular (UP) reafirma seu papel como o partido dos explorados ao transformar revolta em organização revolucionária.
Tati Bornato | São Paulo (SP)
PARTIDO – A Unidade Popular (UP), o partido dos explorados e oprimidos, tem aumentado o número de participantes em suas fileiras, passando de 10 mil filiados, em 2024, para quase 12 mil filiados até junho de 2025. Esse crescimento revela que a classe trabalhadora vê neste partido uma forma de combater o sistema capitalista e de lutar pelo socialismo.
Ao ingressar na UP, os novos militantes podem se organizar em núcleos de base, espalhados por bairros, vilas, favelas, fábricas, escolas, universidades e locais de trabalho. Os núcleos assumem a tarefa da formação teórica, com estudos individuais e coletivos, e com formação prática, pois são também espaços de construção das lutas territoriais, como reivindicações por coleta de lixo nos bairros mais afastados dos centros urbanos, iluminação adequada nas ruas, ponto de ônibus próximo aos postos de saúde, pressionam órgãos públicos para resolverem o problema das enchentes que assolam as casas e assassinam as famílias trabalhadoras. As lutas movimentam os militantes a encontrarem novas pessoas, que também estão revoltados com esse sistema, para se organizarem na UP.
A UP é “dos pretos, dos favelados, partido pobre, do povo organizado” e não se alia aos grandes ricos. Além da contribuição individual mensal de cada militante, os núcleos desempenham um papel fundamental na política de autossustentação. Eles desenvolvem atividades de finanças, como cursos de formação, confecção de camisetas com estampas de heróis revolucionários, organização de brechós e eventos culturais, incluindo festas temáticas e cine-debates.
Os núcleos também são espaços de acolhimento em que cada militante pode coletivizar os problemas individuais e obter soluções e acompanhamento coletivo, colocando em prática o significado da palavra camarada!
Os núcleos vão além. Os militantes se somam aos movimentos sociais que constroem a UP e apoiam lutas mais amplas que também fazem parte do Programa partidário: redução da jornada de trabalho, fim da escala 6×1 e aumento de 100% do salário mínimo. Apoiam protestos contra a fome para exigir cestas básicas, denunciam a carestia e os preços abusivos praticados por grandes redes de supermercados. Além disso, apoiam as lutas das mulheres e dos movimentos estudantis.
Lançada recentemente, os núcleos também apoiam a luta antirracista por meio da Frente Negra Revolucionária (FNR), que nasce da “perspectiva de combate e de transformação da sociedade para pôr fim aos herdeiros dos senhores de escravos a atual classe rica e dominante brasileira e para organizar os negros que ainda hoje necessitam vender sua força de trabalho para sobreviver e seguem sendo massacrados, física e ‘espiritualmente’, pelo sistema capitalista, racista e opressor”.
Lutas não faltam. Elas ocorrem por necessidade, e não por escolha. O avanço do fascismo no Brasil e no mundo precisa de uma classe trabalhadora organizada e revolucionária. É preciso romper as correntes e construir um mundo novo, bom, justo e melhor para todos.
Mulheres trabalhadoras: pilares da revolução
O trabalho de coordenação dos núcleos é fundamental para o desenvolvimento responsável deles. A presença nas reuniões é fundamental. Além disso, é preciso mobilizar os camaradas a participarem das lutas e das brigadas do jornal A Verdade. É no fogo da batalha que se forjam os melhores quadros para estarem à frente da revolução. É preciso assegurar a participação de todos os militantes, principalmente das mulheres, nas reuniões.
Organizar as mulheres dentro da UP é decisivo. A emancipação da mulher está ligada diretamente à luta contra o capitalismo, pois a opressão de gênero também é uma forma de exploração. Portanto, garantir condições materiais para militância das companheiras é urgente. Nesse sentido, a organização de creches para cuidado coletivo das crianças é uma contribuição revolucionária para que camaradas mães participem melhor das reuniões e lutas. Também uma programação antecipada das datas e horários das reuniões permite que essas mães planejem melhor seu dia para garantir sua presença.
Há que se cuidar dos núcleos, camaradas!
Só é possível organizar a classe trabalhadora com núcleos fortes. É preciso, portanto, tratar os núcleos com zelo, disciplina e como tarefa revolucionária prioritária.
Cada militante é responsável por fortalecer e garantir o bom funcionamento dos núcleos da Unidade Popular. Trata-se de um compromisso diário, sistemático e contínuo, valorizando as reuniões e compreendendo-as como um local de partida no avanço da consciência revolucionária. Cada ação consciente dentro do núcleo contribui para a materialização do Poder Popular e do Socialismo.
Conheça e se organize no partido dos explorados e oprimidos. Filie-se à Unidade Popular!