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terça-feira, 31 de março de 2026

A mulher comunista

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Uma reflexão sobre a militância das mulheres, as dificuldades e a importância para a construção das lutas no dia a dia por uma sociedade mais justa.

Evelyn Dionísio| Redação Pernambuco


CARTAS- A realidade da mulher trabalhadora brasileira faz com que mais de 50 horas semanais sejam dedicadas ao trabalho doméstico, ao cuidado e ainda o trabalho assalariado, com baixos salários e a precarização. Por isso, é tão difícil organizá-las para a transformação da sociedade quando seu tempo é disputado pela necessidade de sobreviver no sistema capitalista.

São as mulheres as mais interessadas na construção do socialismo, já que só ele será capaz de finalmente nos libertar da escravidão da casa e do capitalismo. Nisso, é dever dos comunistas ganhar todas as mulheres para a revolução socialista. No dia a dia, em diversos setores, nos deparamos com as dificuldades impostas por esse sistema apodrecido ao organizamos as mulheres.

Não podemos ignorar as possibilidades para assédios e hostilidades em razão do gênero que possam acontecer contra nossas companheiras no trabalho de base. Há de se perguntar e acompanhar quantas companheiras do nosso Partido já sofreram alguma violência ao convidar um filiado para plenária do socialismo, ao recrutar um “companheiro” ou ao tentar apresentar o jornal A Verdade nas ruas.

Além de enfrentar diariamente toda a violência imposta pelo capitalismo, podemos a encarar nas atividades rumo à Revolução. Portanto, devemos repudiar e denunciar toda forma de violência sofrida. Nossa luta é pelo fim dessas violências, por um sistema que não subjugue as mulheres.

Os camaradas devem se educar para reconhecer as dificuldades que as companheiras enfrentam, por isso a luta política deve ser contínua. Não as deixar na brigada sozinhas e garantir as condições materiais (passagem, creche, local acessível) para sua participação nas tarefas são algumas das orientações que devemos seguir.

Dentro do Partido não aceitaremos a exclusão das mulheres.
Quantas mulheres têm no coletivo? Quantas mulheres estão na lista de recrutamento? Quantas são impedidas de participar por causa do horário das reuniões, do local isolado, do perigo por ser mulher? Camaradas, não devemos encarar nossas companheiras como uma dificuldade. Devemos inseri-las nas atividades, as incentivar e garantir as condições para isso. Sem as mulheres, não há revolução. Então tratemos de não as afastar.

Mulher, se organize. Lute pelo socialismo e por uma sociedade verdadeiramente livre de toda forma de violência.

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