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terça-feira, 31 de março de 2026

MLB defende reforma urbana na 6ª Conferência Nacional das Cidades

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O MLB teve uma participação ativa, com sua militância politizando a Conferência das Cidades com agitações em torno da denúncia do imperialismo estadunidense e seus ataques na América Latina.

Manoel Vieira e Laís Chaud | Coordenação Nacional do MLB


LUTA POPULAR – De 24 a 27 de fevereiro, cerca de três mil delegados, de todo o Brasil, reuniram-se em Brasília para a 6ª Conferência Nacional das Cidades. Este evento deveria acontecer a cada três anos, construído a partir de instâncias municipais e estaduais, mas sua última edição aconteceu há 12 anos.

Portanto, o evento marca um momento de retomada desse importante espaço de deliberação da sociedade civil, apesar das diversas contradições que se manifestaram. Os movimentos populares, que foram tão importantes na sua origem, hoje perderem espaço para o setor empresarial, que atua para fazer lobby e mercantilização dos espaços urbanos.

Foram os movimentos populares que, historicamente, lutaram para que houvesse inúmeros avanços nas políticas públicas e para a realização das conferências com participação popular. Foram também os que conquistaram o direito fundamental à moradia na Constituição Federal e o Estatuto das Cidades.

Diante disso, e para demarcar a necessidade da luta nas ruas, os movimentos realizaram, na ocasião, a “marcha das cidades” com cerca de mil pessoas para cobrar respostas do Governo Federal, e uma reunião com o presidente Lula.

“Lula foi eleito com um programa que defendia a moradia popular, mas essa promessa ainda não saiu do papel. Foram poucas medidas efetivas para a habitação de interesse social, enquanto grande parte dos recursos continua indo para outros setores. Também seguimos sem avançar em pautas importantes, como o fim da escala 6×1 e a reforma urbana no Brasil. O governo precisa ouvir os movimentos sociais! Precisa governar ao lado do povo e priorizar quem mais precisa!’’, apontou Matheus Araújo, da Coordenação Nacional do MLB, durante o ato.

MLB na construção

O Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) teve uma participação ativa, com sua militância politizando a Conferência com agitações em torno da denúncia do imperialismo estadunidense e seus ataques na América Latina, como nos casos de Cuba e Venezuela, além do genocídio do povo palestino. Também manteve erguida às bandeiras de luta pelo direito à moradia, à reforma urbana e pelo socialismo.

A militância do MLB vendeu mais de 350 jornais A Verdade, distribuiu quase 2 mil jornais do Movimento, além de 3 mil panfletos em defesa da modalidade Entidades, do Programa Minha Casa, Minha Vida, que hoje se encontra completamente sucateada. Ainda foram coletadas mais de 900 assinaturas para aprovação de três moções que denunciaram a fome, um mal que atinge milhões de lares brasileiros; as ações imperialistas dos Estados Unidos contra os povos do mundo; e em defesa da liberdade dos camaradas Fernando e Marina, presos injustamente por defender seu direito à moradia.

Na Plenária Final dos movimentos, ficou definida a composição do novo Conselho das Cidades. Pela primeira vez, o MLB vai compor diretamente o Conselho, contando com cinco companheiras e companheiros. Essa conquista expressa o crescimento e a influência do Movimento no cenário político nacional.

“Chegar hoje com essa composição foi um trabalho de várias mãos, começando nas etapas, com a participação das ocupações, e todos nós sabemos como foi difícil chegar até aqui. Mas sabemos que a solução para os problemas do nosso povo não está na realização da Conferência, mas sim na luta, na derrubada deste sistema falido que é o capitalismo e na construção do socialismo”, afirmou Poliana Souza, da Coordenação Nacional do MLB.

Matéria publicada na edição impressa nº 329 do jornal A Verdade

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