UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sábado, 11 de abril de 2026

Empresas de armas lucram bilhões com bombardeios no Oriente Médio

Leia também

O governo de Donald Trump solicitou ao Congresso dos EUA um aporte de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) para financiar a escalada militar e a campanha de bombardeios contra o Irã pelos próximos quatro meses.

Felipe Annunziata | Rio de Janeiro (RJ)


INTERNACIONAL – Cerca de US$ 200 bilhões: esta é a soma que o governo do fascista Donald Trump pediu ao Congresso dos EUA para comprar armas e continuar a campanha de bombardeios contra o Irã para os próximos quatro meses. Existe, ainda, uma ameaça de invasão terrestre, que pode se concretizar a qualquer momento. O valor, equivalente a mais de R$ 1 trilhão, seria suficiente para acabar com a falta de moradia no Brasil.

Com o cinismo de sempre, Trump justificou o pedido: “Queremos estar na melhor forma em que já estivemos. É um pequeno preço a pagar para garantir que permaneçamos firmes”. O “pequeno preço” já custou a vida de mais 3 mil pessoas em todo o Oriente Médio em apenas um mês de guerra, em sua maioria iranianos e libaneses, os mais atingidos pela campanha militar imperialista liderada por EUA e Israel.

Mesmo com isso, a resistência de vários povos no Oriente Médio a esses ataques continua. Agora, as forças aliadas ao Irã receberam apoio dos grupos rebeldes religiosos do Iêmen, país do sul da península arábica. O esforço de resistência tem garantido, até agora, o adiamento do plano de invasão terrestre dos EUA. 

Todos os dias, os iranianos continuam a responder aos ataques ao seu país. Com sucesso, já destruíram fábricas de armas, munições, centros de espionagem estadunidenses e israelenses em todo Oriente Médio, além de bases militares e aviões de última geração. Também alvos militares já foram atingidos dentro do “impenetrável” território de Israel, incluindo sua “capital financeira”, a cidade de Tel Aviv.

Resistência no Líbano

Na chamada frente libanesa, a resistência continua a impor pesadas baixas ao exército sionista. Mesmo afirmando, há quatro semanas, que anexará o sul do Líbano, Israel não conseguiu avançar mais do que alguns quilômetros além da fronteira.

Todos os dias, os sionistas perdem soldados, tanques e outras armas de guerras e veem sua ofensiva perder capacidade de ataque. Apesar disso, a capital do Líbano, Beirute, tem sido brutalmente bombardeada, com bairros inteiros destruídos. A situação já chegou ao ponto de tirar 1 milhão de pessoas de suas casas no país.

Quem paga a conta da guerra?

A guerra atual não apenas está garantindo o lucro dos donos das empresas de armas estadunidenses. A burguesia internacional está aproveitando para lucrar ainda mais através dos monopólios imperialistas do setor de petróleo e também de alimentos. 

O fechamento do Estreito de Ormuz, conduzido pelo Irã para impedir uma invasão, proporcionou que vários monopólios capitalistas se aproveitassem para subir os preços dos combustíveis em todo o mundo, gerando um efeito cascata em toda a cadeia produtiva, desde alimentos a material de informática.

No fim das contas, os donos do dinheiro usam a guerra para tirar ainda mais da classe trabalhadora mundial. É por isso que nenhuma guerra imperialista interesse ao proletariado, que deve desenvolver a luta revolucionária socialista a partir do agravamento das contradições do sistema capitalista.

Esta situação exige de nós uma mobilização permanente para que o mundo se livre de vez do imperialismo. A guerra do Oriente Médio hoje é, junto com a invasão da Venezuela, o bloqueio a Cuba e o genocídio dos palestinos, a prova de que o imperialismo quer explorar e massacrar todos os povos do mundo.

Matéria publicada na edição impressa nº331 do jornal A Verdade

More articles

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimos artigos