Onze meses após o assassinato de Barbara Kelly, o terror nas comunidades pobres com a violência policial retornou à mesma rua com a execução de Richardson, de 23 anos.
Júlio Lira | Natal (RN)
BRASIL – No último dia 12 de março, completaram-se 11 meses do assassinato de Barbara Kelly, trabalhadora 6×1 morta na frente de sua filha, depois de levar dois tiros de fuzil. Em menos de três meses, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte e a Guarda Municipal de Parnamirim assassinaram cinco pessoas, em sua maioria jovens e negros.
Um dia antes de completar os 11 meses da morte de Bárbara, a PM invadiu uma casa na mesma rua, empurrou a mãe e executou a queima roupa o jovem Richardson, de 23 anos. No mesmo dia, a população foi às ruas em protesto denunciando a truculência e o desrespeito na comunidade.
Esses casos se somam às estatísticas nacionais de violência policial, mostrando que “investir” milhões em armamento policial não soluciona o problema da segurança, mas faz o contrário. Segundo pesquisa do Instituto Igarapé, os EUA são o país que mais exporta armas de guerra para o crime organizado na América Latina, incluindo o Brasil. Apesar disso, o discurso do ditador Donald Trump para intervir na região é justamente o de “combater o narcoterrorismo”.
Além disso, no Brasil, as Forças Armadas se negam a informa a origem das munições encontradas em conflitos, indicando que há desvio de munições para a criminalidade.
Essa prática é adotada desde a criação da Polícia Militar, que nasceu pra defender a Coroa portuguesa e, de lá pra cá, tem sido utilizada pelos ricos para reprimir o povo e suas lutas. É necessário pôr fim a essa violência que estamos submetidos como classe!
Luta e vitória
A história aponta que as conquistas de direitos no decorrer dos anos foram alcançadas através de lutas e reivindicações coletivas. Por isso, é necessário organizar os trabalhadores e todos que sofrem com essa violência e fazer uma revolução que derrube o capitalismo e construa o poder popular, eliminando todas as verdadeiras fontes de dor, tristeza e opressão.
Os poderosos que mandam e desmandam, que dirigem o país, temem a organização popular. Essa é a maior vingança que podemos fazer.
Matéria publicada na edição impressa nº 331 do jornal A Verdade