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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Justiça para Sarah e toda juventude!

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Sarah dedicou toda sua vida a essa batalha como militante do Partido Comunista Revolucionário e da União da Juventude Rebelião. Por isso, honramos sua memória e dizemos com firmeza: Sarah presente! Hoje e sempre!

Coordenação Nacional da UJR


JUVENTUDE – Segundo o Atlas da Violência 2025, mais de 300 mil jovens foram mortos violentamente em dez anos (2013-2023) no Brasil. A violência urbana e o medo fazem parte do cotidiano de milhões de brasileiros, em especial nos bairros pobres, que enfrentam o domínio e as disputas entre milícias, facções e forças policiais. Sair de casa para trabalhar ou estudar ouvindo barulhos de tiros é uma realidade para muitos de nós.

O sistema capitalista permite que essa violência se perpetue. O tráfico de armas e drogas e a extorsão de populações inteiras (através da exploração de serviços de internet, comércio de gás, etc.) movimentam muito dinheiro e não acontecem sem a anuência de autoridades de todos os poderes. Recentemente, por exemplo, vereadores de cidades do Estado do Rio de Janeiro foram presos suspeitos de manter relações com diferentes facções criminosas.

Os casos de corrupção nas forças policiais também se multiplicam. Tribunais do crime, violência policial, feminicídios – tudo isso tem vitimado a juventude brasileira a uma taxa que alcançou cerca de 60 mortes violentas de jovens por dia.

Em 23 de janeiro, lembramos a memória da jovem estudante Sarah Domingues, mais uma vítima dessa violência. Sarah foi assassinada em Porto Alegre (RS), há dois anos. Na ocasião, fazia uma pesquisa acadêmica para seu Trabalho de Conclusão de Curso, necessário para concluir a graduação em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A pesquisa de Sarah abordava as enchentes que assolam o bairro de Ilha das Flores e os efeitos das mesmas para a população pobre da região.

Sarah, como diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), lutava incansavelmente para que os estudantes da UFRGS tivessem garantido seu direito à educação pública e de qualidade.

Ela defendia o socialismo, um sistema econômico e político em que toda a riqueza do país é convertida para a sua população trabalhadora e não para o enriquecimento de grandes empresários e políticos aproveitadores, uma sociedade que dê fim a todo tipo de violência e exploração.

Sarah dedicou toda sua vida a essa batalha como militante do Partido Comunista Revolucionário (PCR) e da União da Juventude Rebelião (UJR). Por isso, honramos sua memória e dizemos com firmeza: Sarah presente! Hoje e sempre!

Matéria publicada na edição impressa Nº 327 do jornal A Verdade

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