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domingo, 8 de março de 2026

Hugo Motta aumenta próprio salário enquanto servidores de sua cidade não têm reajustes há 10 anos

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Hugo Motta (Republicanos) é Presidente da Câmara dos Deputados e um dos maiores inimigos dos trabalhadores brasileiros nos últimos tempos. Representante das velhas oligarquias familiares na política, tenta fazer na Paraíba seu feudo, enquanto mantém a classe trabalhadora refém. 

Misa Aribel| Redação Paraíba


SOCIEDADE- Começando às articulações para as eleições de 2026, o nome de Hugo Motta volta ao centro do debate político na Paraíba. Enquanto o presidente da Câmara dos Deputados fortalece seus aliados com um projeto político que defende reajustes e benefícios para o alto escalão, os trabalhadores públicos na cidade em sua cidade natal têm vivido o oposto: mais de 10 anos sem reajustes reais e luta constante pelas suas reivindicações.

Nos últimos dias, Motta defendeu publicamente o plano de reestruturação salarial dos servidores do Legislativo, elevando a verba dos deputados de R$ 133 mil para aproximadamente R$ 165 mil, e afirmou que o gasto “cabe no orçamento”, repetindo argumentos usados para justificar o reajuste que foi rapidamente passado na Câmara. Ele argumenta que corrigir salários é uma questão de justiça, evitando diferenças nas carreiras.

A mesma lógica, porém, não é aplicada a servidores municipais da cidade comanda por seu pai, Nabor Wanderley. Em Patos, cidade no sertão da Paraíba, servidores públicos municipais têm denunciado que os seus salários estão congelados há cerca de 10 anos, sem reposição adequada frente à inflação acumulada e sem negociações bem-sucedidas de reajuste. Em março de 2025, dezenas de servidores saíram às ruas em um ato organizado pelo SINFEMP, exigindo reajuste salarial e melhores condições de trabalho, apontando que o próprio prefeito, vereadores e os secretários receberam aumentos significativos enquanto os servidores não tiveram nenhuma recomposição real do salário.

Na prática, isso significa que professores, profissionais da saúde, trabalhadores administrativos e outros tantos trabalhadores sofrem com a perda real de poder de compra e uma crescente dificuldade para manter despesas básicas. Isso causa impacto direto na qualidade das escolas, postos de saúde e setores administrativos, que funcionam graças ao trabalho desses profissionais, que hoje relatam sobrecarga e desmotivação.

Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, os projetos pautados por Hugo Motta e aprovados pelo Congresso não só preveem reajustes automáticos como também criam novos benefícios e gratificações!  Alguém que pauta o aumento de salários de quem já ocupa o topo da pirâmide salarial está completamente desconectado da população.

Esse argumento de que “cabe no orçamento” não é neutro. É usado pelas mesmas pessoas criticam o governo por qualquer gasto, chamando de “crise fiscal”. O orçamento é política, escolha de quem recebe prioridade. Optar por ampliar verbas de gabinete é escolher os próprios interesses, principalmente agora que ele ocupa posição consolidada no cenário nacional e mira em 2026 para ampliar a força de sua família com novas alianças no Congresso.

Qual é o compromisso concreto que os Motta têm com os servidores públicos? Afinal, se há espaço político para discutir reajustes no alto escalão, por que a situação dos trabalhadores municipais segue sem solução? Eles erguem promessas de desenvolvimento e crescimento econômico sempre nos períodos pré-eleitorais. já estamos cansados de ver essas pautas genéricas. Para os servidores de Patos, a questão é mais concreta e imediata: Quando será feito o reajuste, reposição inflacionária e reconhecimento profissional?

Para isso, não há outra saída senão se unir contra essas decisões que beneficiam poucos. Se a palavra “reajuste” ecoa em Brasília como vitória corporativa, nas cidades médias do interior ela soa como claro abandono. O que eles precisam ouvir em resposta é o grito nas ruas, em continuidade ao fim da PEC da Blindagem. Ou o Estado serve ao povo, recompondo salários, garantindo direitos e priorizando o bem comum, ou serve aos próprios bolsos e aos burgueses, ampliando a distância entre quem decide e quem sofre. A escolha de Hugo Motta e de seus aliados será cobrada nas ruas, nos sindicatos e nas urnas.

FORA HUGO MOTTA E SUA FAMILIA!

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