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Novo Ministro da Saúde representa retrocesso no SUS

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Ricardo Barros (PP-PR) foi escolhido no dia 12 de maio para ser o Ministro da Saúde do Governo provisório de Michel Temer. Ricardo José Magalhães Barros, um dos deputados que votou a favor da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma, pertence a uma família tradicional na política do Paraná: seu pai, Silvio Magalhães Barros, foi prefeito da cidade de Maringá (PR), assim como o próprio Ricardo. Foi filiado ao antigo PFL (atual DEM) e ao PPB, fazendo carreira política na Câmara dos Deputados Federais até o presente momento.

Sua trajetória política é marcada por envolvimentos em irregularidades no Paraná, quando era o Secretário da Indústria e Comércio do Estado, pedindo licença do cargo após as denúncias. Quando era Secretário de Estado teve participação em uma conversa gravada pelo Ministério Público onde sugeria ao Secretário Municipal de Saneamento de Maringá que fosse organizado um encontro entre duas empresas para a realização de um acordo sobre o processo de licitação para publicidade na cidade no valor de R$ 7,5 milhões. Depois da divulgação das gravações, ele deixou o cargo no Estado.

Para completar, no fim de 2015, quando foi relator do Orçamento de 2016, ele propôs um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família como meio de cumprir a meta do governo de superávit de 0,7% do PIB de 2016. Essa necessidade de manter superávit no país é para que os juros e amortizações da dívida pública possam ser pagos, levando por ano quase metade de tudo o que é produzido em nosso país.

Antes de ser nomeado para o Ministério da Saúde, Ricardo Barros e seu partido se reuniram com a elite médica de São Paulo, buscando respaldo para a sua nomeação, se comprometendo em ouvir e se reunir com regularidade com a categoria médica para traçar os rumos da saúde no país.

Muito preocupa aos trabalhadores, usuários e defensores do SUS uma indicação desse tipo para o Ministério da Saúde, visto que o deputado Ricardo Barros é comprometido com as elites desse país, tem várias denúncias de improbidade administrativa e em meio a crise econômica encontra como saída o corte de programas sociais. O que podemos esperar de um político como esse é que infelizmente dê seguimento ao processo de sucateamento do SUS, ao corte de verbas na Saúde e a desvalorização das diversas profissões em detrimento do saber médico, inclusive o projeto conhecido como Ato Médico já voltou para as discussões na câmara dos deputados. Prova disso foi a entrevista dada por Ricardo Barros falando que é preciso rever o tamanho do SUS, pois a Constituição deu muitos direitos à população os quais o governo não poderá mais manter, além do anúncio já feito da redução do Programa Mais Médicos, que nesse pouco tempo de existência garantiu uma melhoria na assistência básica prestadas nas cidades mais carentes.

Precisamos mais do que nunca fortalecer nossas categorias profissionais, o controle social e todos os movimentos que fazem a defesa do SUS e da reforma sanitária no Brasil! Precisamos avançar e não retroceder!

Tainan Bezerra Amaral, psicóloga e militante do MLC

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