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Secundaristas das escolas técnicas paulistas seguem ocupando por melhores condições de ensino

1Corta verbaDesde a última quinta-feira (28 de Abril) estudantes das Escolas Técnicas estaduais paulistas seguem ocupando o prédio administrativo do Centro Paula Souza, entidade ligada ao governador do estado (Geraldo Alckmin – PSDB) que gerencia o ensino profissionalizante em São Paulo.

Os estudantes reivindicam melhores condições de ensino, a começar pela merenda que é servida nas escolas técnicas. No ensino profissional a formação é em período integral (manhã e tarde) e muitas escolas técnicas não contam com reifeitório nem espaço adequado para a alimentação dos estudantes.  O resultado é que muitos jovens estão sendo obrigados a abandonar os estudos por não terem condições de arcar com os custos da alimentação.

Desde o ano passado, a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual investigam a chamada ‘Máfia da Merenda’, organização criminosa instalada no governo estadual que superfaturou a verba destinada à compra de alimentação para os estudantes secundaristas.

Entre os possíveis envolvidos com máfia da merenda está o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, o deputado estadual pelo PSDB Fernando Capez. Até o momento, nenhum dos altos membros do governo envolvidos com essa máfia foi preso e sequer uma Comissão de Inquérito foi aberta na Assembleia Legislativa.

Os estudantes também reivindicam mais investimentos na educação e o fim do corte de verbas promovidos tanto pelo governo federal como pelo governo estadual.

No último dia 2 de maio, o Tribunal de Justiça do Estado considerou ilegal a entrada da Tropa de Choque da Polícia Militar no prédio do Centro Paula Souza e ordenou que os soldados se retirassem na noite do mesmo dia. Com a saída da tropa, os estudantes voltaram a ocupar todo o prédio do Centro realizando assembleias e atividades de discussão sobre a educação pública.

Nas redes sociais, foram divulgados documentos supostamente encontrados no prédio do Centro Paula Souza que contêm indícios de pagamentos feitos por serviços que nunca chegaram às escolas.

A ocupação segue fortalecida e cada vez mais setores da sociedade manifestam sua solidariedade. Os estudantes esperam para hoje o agendamento de uma conciliação com no Tribunal de Justiça Estadual.

Abaixo, reproduzimos um vídeo com uma parte da assembleia estudantil ocorrida ontem:

Jorge Batista, São Paulo

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