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Força-tarefa de Moro denunciada por tortura em presídios do Pará

Felipe Annunziata
Rio de Janeiro

PARÁ – Empalamentos, privação do sono e da alimentação, abusos sexuais e agressões físicas: esses são alguns dos métodos de tortura pelos quais está sendo denunciada a Força Tarefa enviada pelo Governo Federal para intervir nos presídios paraenses. Esta denúncia partiu de 17 dos 28 membros do Ministério Público no Pará, agentes penitenciários e familiares de detentos. Perguntado pela imprensa sobre o caso o presidente fascista mandou os jornalistas “pararem de perguntar besteira”. Sérgio Moro, o ministro golpista da justiça negou as acusações e afirmou que a Força Tarefa está fazendo “um bom trabalho”.

Foto: G1/MPFPreso com ferimentos após torturas cometidas pelos agentes federais.


O Ministério Público na última semana divulgou fotos e relatos comprovando sua denúncia, segundo o portal G1. Num dos relatos, um agente penitenciário afirma que “parece que fizeram uma seleção de psicopatas”. Outro relato feito por um detento do presídio Santa Izabel é apontado a prática de empalamento por parte dos agentes federais: “Eu vi eles pegando o cabo de uma doze e introduzindo no rapaz. Foram dois agentes, ele estava em posição de procedimento, ou seja, com as mãos na cabeça. Tentaram primeiro introduzir no ânus dele um cabo de enxada, mas não conseguiram, aí conseguiram com o cabo da doze. Inclusive, eu vi esse rapaz saindo de ambulância e os médicos atendendo ele”.

A tortura é crime no Brasil e considerado um atentado contra a humanidade. No nosso país ela foi autorizada durante o período da escravidão e nas ditaduras, principalmente na Ditadura Militar que Bolsonaro sempre defendeu. O próprio presidente em várias ocasiões se mostrou favorável a prática da tortura contra quem ele achasse criminoso. O caso do Pará é apenas a concretização desse discurso.

Foto: G1/MPFPresas amontoadas no Centro de Recuperação de Ananindeua-PA .

Essa política do governo no campo da segurança mostra o caráter cada vez mais fascista desse governo. No Rio de Janeiro, até a agosto a PM já havia assassinado 1.249 pessoas em ações policiais nas favelas, a ampla maioria delas inocente. No Congresso, Moro e Bolsonaro junto com a bancada da bala querem aprovar um pacote “anti-crime” que vai dar licença para matar para agentes policiais e vai perdoar crimes cometidos pela polícia. Além disso, o governo reforça diariamente o discurso de defesa de torturas e ataques aos direitos humanos sob o argumenta de recuperar a segurança pública e a ordem.

O que está sendo colocado é uma política genocida de ataque a todas garantias e direitos das pessoas no nosso país. Para esse governo vale tudo para “combater o crime”, inclusive torturar e matar quem eles bem entenderem e não serem responsabilizados por isso, como ocorreu com os PM’s que assassinaram a menina Ágatha Felix, de 8 anos de idade, no último dia 20 de setembro.

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