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Mesmo sendo há 102 anos, a Revolução de Outubro continua sendo o futuro da humanidade

Com 102 anos de idade, a Revolução de Outubro continua ainda a iluminar o caminho para os trabalhadores que estão a lutar contra a carestia, desemprego e miséria, principalmente com as atuais revoltas no Equador, Chile, Líbano e Iraque.

Thales Caramante


Pintura: Reprodução/URSS

Em uma realidade em que a classe trabalhadora latino-americana começa a tomar o protagonismo nas principais lutas econômicas e política de seus países, a Revolução Socialista de Outubro, que hoje completa 102 anos, passa ainda a ser uma alternativa para as políticas neoliberais promovidas pelos ricos, pela burguesia. Uma alternativa real para os trabalhadores do Equador, Chile, Líbano, Iraque que hoje se insurgem, mas também para os(as) operários(as) do Brasil, pois foi a única revolução que conseguiu liquidar com a fome, desemprego e aumento dos altos custos de vida.

Por se tratar de uma revolução que ameaça e destrói sem nenhuma piedade o modo de produção capitalista, que não deixa sobrar pedra sobre pedra das antigas relações de trabalho e política, os donos das fábricas e terras começaram a financiar uma campanha bilionária contra as teses da revolução operária. Daí surgem teses que as condições para uma nova Revolução Socialista estão obsoletas ou que hoje a classe operária não é mais capaz de realizar essa tarefa de vanguarda, de dirigir a Revolução. Diante a isso, em maio de 1968 crescem os filósofos, entre eles Hebert Marcuse, Gilles Deleuze e Michel Foucault, que descaracterizam e ignoram a classe operária, passam a buscar novos sujeitos na sociedade na qual se identificam e se apoiam em elementos pequeno-burgueses vacilantes, desfigurando o papel da luta de classes, a transformando em uma teoria neutra, estática, sem desenvolvimento, sem validade.

Mesmo hoje, nas sociedades europeias onde se vivem nas “democracias absolutas”, imperam nos estados o mais reacionário anti-comunismo, como por exemplo a tentativa do Parlamento Europeu em equiparar em setembro, novamente, o regime socialista com o regime nazista, orientando respectivos países a banir e destruir símbolos históricos comunistas, proibição de Partidos Comunistas como já vem sendo aplicado na Polônia e Ucrânia.

Porém, os ricos desenvolveram meios múltiplos de tentativa de destruição da teoria Marxista-Leninista, implicando, nos anos 80-90, na hegemonização do Pós-Modernismo, Pós-Estruturalismo nos principais elementos da intelectualidade. Disso decorreu em um declínio temporário do movimento operário, passam a dominar teorias utópicas advindas da própria burguesia, como a “Globalização”, “Revolução Industrial 4.0” etc. Esses são os principais cavalos de combate dos banqueiros.

Os Ricos criam Utopias, a Classe Trabalhadora cria o Futuro

É um fato que as relações de produção capitalista não são estáticas, isso coloca esse modo de produção a uma série de mudanças, cujo resultado são alterações e flutuações na dinâmica da luta de classes, porém essas mudanças jamais são capazes de acabar com as contradições fundamentais do capitalismo, o que o torna mais e mais desnecessário na medida em que se altera. As mudanças que acontecem no terreno do progresso produtivo-técnico tem um resultado duplamente opressivo para os trabalhadores, ora porque aumenta a jornada de trabalho, ora porque isso resulta no crescimento relativo da extração de Mais-Valia da classe operária, aumentando o desemprego, a fome, a marginalização de todas as camadas da sociedade, a violência, a prostituição, o crime organizado, o tráfico de drogas. Por outro lado, essa miséria acelera a crescente proletarização nas condições de vida de toda a sociedade com exceção da burguesia.

A burguesia, identificando essa realidade deplorável, busca de toda forma manter o completo controle das fábricas e terras de todas as regiões do globo. Porém essa tendência violenta é incapaz de resolver o desenvolvimento da luta de classes e as contradições sistêmicas impulsionadas pelo regime da escravidão assalariada. Dessa forma, criam a utopia da sociedade capitalista da “Revolução Industrial 4.0”, que jamais será realizada, pois para o capitalismo existir, ele necessita de mão de obra humana, precisa do trabalho morto e gratuito dos milhões de operários e operárias. Ao contrário da sociedade socialista, onde o centro do desenvolvimento não são os lucros máximos, mas sim a ampliação do bem-estar de toda a sociedade. Tornando essa “visão” possível somente no socialismo, reduzindo a jornada de trabalho e ampliando os salários dos(as) trabalhadores(as).

Os conceitos modernos de sociedade, as contradições e problemas atuais do mundo apenas marcham para reafirmar que a Revolução Socialista de Outubro foi a mais correta e bela saída que os trabalhadores organizados enquanto classe encontraram para si mesmos, utilizando os benefícios da sociedade capitalista a seu favor e eliminando os malefícios para sempre. O mesmo acontecerá em um futuro próximo, pois toda as lutas atuais da classe operária elevam sua consciência e obstinação dos trabalhadores para a destruição desta metodologia de produção de bens materiais, mesmo em condições tão arbitrárias de crescimento de chefes de estados fascistas, violentos e completamente reacionários.

A Liderança da Revolução Será a Classe Operária

Segundo Josef Stálin, nas condições de dominação imperialista, todo o mundo passa a agregar o modo de produção capitalista, amadurecendo invariavelmente a resistência internacional da classe trabalhadora contra a minoria de ricos que dominam mercados em todos os cantos do planeta. Tornando a classe operária quantitativamente e qualitativamente mais fortes que a burguesia e se tornando ela mesma a mais comum e provável classe que destruirá as relações de produção existente, tornando-se o sujeito principal da necessária transformação social atual.

Assim, os ensinamentos de Lênin e Stálin para a transformação revolucionária que se deu na Rússia em outubro de 1917 são indispensáveis para as tarefas atuais do movimento operário, sendo eles figuras centrais para todas as transformações sociais subsequentes no mundo. Deixando ainda mais enfatizado a tese Marxista-Leninista de que a classe operária é a principal porta-voz das demais camadas oprimidas, principalmente com as condições atuais amplamente fáceis da classe trabalhadora de formular suas demandas econômicas e políticas, e que tais camadas sociais identificam-se cada vez mais com essas demandas, pois esse estrato social se proletariza continuamente na medida que se desenvolve ainda novas condições de exploração capitalista para todos  aqueles que não pertencem à classe rica.

Lênin e Stálin mantém seu legado único de organizadores estratégicos e táticos da revolução. Constituíram eles seu legado através da Revolução que modificou absolutamente todas as características da sociedade como conhecemos, mudando a música, a arte, a cultura, a produção, o governo, a democracia, a ditadura, o pensamento, a educação, a liberdade e sintetizando na prática a mais belíssima história da humanidade que foi o socialismo. Por isso, segue ela sendo o futuro de todos que virá a partir da luta incansável pelo poder.

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