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Movimento Olga Benário é expulso de evento da prefeitura de Mauá

Redação São Paulo

Integrantes do Movimento de Mulheres Olga Benario foram expulsas de um evento da prefeitura de Mauá, nessa manhã de segunda-feira. Denominado “Olho no olho”, a plenária contava com uma parte aberta para fala e perguntas que os munícipes quisessem fazer.


Gabriela Torres denuncia descaso da prefeitura com as mulheres

Durante o questionamento da Coordenação da Casa de Referência para Mulheres Helenira Preta em relação ao descaso do poder público com a situação das mulheres da região, que sofrem cada vez mais com índices de violência que crescem exponencialmente, e sobre a água da casa de referência que o movimento de mulheres possui na cidade (que permanece vetada por causa de uma dívida da prefeitura), funcionários da prefeituras rapidamente se posicionaram em frente ao palco para a retirada da militante. A resposta concedida pelo prefeito não tratou sobre o aumento dos feminicídios e casos de violência.

Após a retirada da ativista, intimidada após pedir para retirar seus pertences que continuavam no auditório, o grupo de munícipes que estavam com ela foram ameaçados por seguranças do prefeito e a guarda civil municipal. Um integrante da Unidade Popular de Mauá, além das ameaças, foi prensado na parede.

Essa não foi a primeira vez que o poder público mauaense censura as mulheres da região: durante o mês de agosto, uma integrante da coordenação da Casa Helenira não pôde falar na Câmara Municipal, e teve o microfone cortado quando manifestou seu repúdio.

Amanda Bispo já havia sido silenciada na câmara de vereadores

O prefeito responsável pela repressão, Átila Jacomussi, foi protagonista de um dos momentos políticos mais conturbados da cidade: A primeira prisão do prefeito foi em Maio, em maio, foi por flagrante em corrupção: a Polícia Federal havia encontrado R$85 mil na casa do representante e R$588 mil na casa do ex-secretário de governo João Eduardo Gaspar. Apesar de terem sido soltos graças ao habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, Jacomussi foi detido novamente em dezembro de 2018, por pagamentos periódicos de propina a partir de documentos superfaturados. O escândalo, antes de ser descoberto, garantiu apoio da esfera privada ao mandato do prefeito e para 22 dos 23 vereadores da cidade, que também participavam do esquema de corrupção.

Independente de ter sido anteriormente acusado pelos crimes de organização criminosa, fraudes a licitações e corrupção ativa, Átila Jacomussi só foi afastado do cargo por crime de responsabilidade, ou seja, por ter se ausentado da prefeitura sem a autorização da Câmara dos Vereadores enquanto respondia à ordem de prisão. Contudo, o TJSP concedeu uma liminar, e Jacomussi reassumiu em liberdade o cargo enquanto a ação anulatória não é julgada.

Os acordos conquistados pelos mauaenses com a prefeitura foram a de criação de uma comissão entre a prefeitura e a casa. Após o corrido, os integrantes da Unidade Popular permaneceram no local para continuarem questionando sobre a saúde e transporte da cidade, ineficientes e sucateados, e as coordenadoras da Helenira Preta foram até a Casa, pois o prometido durante a tentativa de diálogo foi que funcionários da SAMA visitariam a casa para resolver a questão da água. Até o momento de publicação da matéria, ninguém apareceu.

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