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Por uma correnteza de lutas na ANPG

Correnteza participa do 42º Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos

Redação RS

Foto: da Redação


BRASIL – O Movimento Correnteza, a partir da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (APG-UFRGS) participou do 42ª Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP) realizado nos dias 15 a 17 de novembro de 2019, na UNIFESP em Guarulhos-SP. O CONAP é uma instância deliberativa da ANPG que reúne as APGs de todo o Brasil para debater a política da ANPG, além de convocar o próximo Congresso Nacional de Pós-Graduandos (CNPG).

O tema do 42º CONAP foi “Pós-Graduandos em defesa da Ciência, Universidade e Democracia”. Foram debatidas questões como autonomia universitária, os cortes na educação e na ciência, o financiamento nas universidades públicas, liberdade de cátedra e de ensino, entre outros. Também foram realizados GTs de mobilização, de finanças e de saúde no espaço do congresso. Defendemos em nossas intervenções as propostas de:

a) educação pública, gratuita e de qualidade;

b) o rechaço ao Future-se, programa apresentado pelo Ministro da Educação Abraham Weintraub, que propaga o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais. Entretanto, as universidades e os institutos federais estão sendo pressionados a aderirem ao Future-se por meio dos cortes na educação oriundos da Emenda Constitucional 95. O Future-se dá ênfase em três eixos, que são a Gestão, Governança e Empreendedorismo, a Pesquisa e Inovação e a Internacionalização. Esses eixos incidem diretamente sobre o artigo 207 da Constituição Federal, que garante a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Além disso, o Future-se cria permite que as Organizações Sociais, que são empresas privadas, tenham gerência em diversos setores que antes eram de direção exclusiva da instituição pública de ensino e garantiam a autonomia universitária;

c) uma Associação Nacional de Pós-graduandos verdadeiramente combativa, pautando as necessidades dos pós-graduandos como licença saúde, reajuste de bolsas, direitos trabalhistas, paridade nos órgãos colegiados das Universidades, ações afirmativas na pós-graduação, defesa das instituições CAPES e CNPq, entre outras.

Também sustentamos que a entidade não pode ser palanque de políticos que atacam os direitos da população, como Rodrigo Maia, o qual foi o articulador do golpe da Presidenta eleita democraticamente Dilma Rousseff, bem como, da aprovação de diversos retrocessos como a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, inclusive a Emenda Constitucional 95, conhecida antigamente como a PEC da Morte (PEC 241/2016) que sufoca a Educação e a Ciência congelando os investimentos por 20 anos. Defendemos a luta a partir da mobilização das bases, nas universidades e nas ruas como principal, sem deixar de lado a luta institucional coerente e a participação nos Conselhos Superiores das Universidades e no parlamento. Para essa última, participamos da fundação da Unidade Popular Pelo Socialismo, um partido construído por trabalhadores e trabalhadoras e também por diversos movimentos sociais de todo o país, que coletou mais de 1,2 milhão de assinaturas de apoio para o seu registro, sem receber nenhum centavo de megaempresários e dos milionários que dominam a sociedade brasileira.

No 42º CONAP, a participação do Movimento Correnteza foi fundamental na construção de uma tese da Oposição de Esquerda, fundamental para combater a política de engessamento da entidade, além de exigir mais transparência e democracia interna. Também nos posicionamos como o movimento que luta pela permanência estudantil em todo o Brasil e que estamos chegando na ANPG para aumentar o debate político interno na entidade e fazer uma oposição consequente ao governo de Bolsonaro. Acreditamos que a estratégia de conciliação de classes não é o caminho para construirmos um futuro, pois tenta dissociar a contradição principal da sociedade, que corresponde a produção coletiva dos meios de sobrevivência da população apropriados de modo privado por uma minoria detentora dos meios de produção.

É a primeira vez que o Movimento Correnteza participa do CONAP da ANPG, trazendo a necessidade de mobilização e combatividade da entidade. Temos poucos meses para articular nacionalmente uma grande delegação para o CNPG, que ocorre de 15 a 17 de maio de 2020 em Vitória – ES.
As palavras convencem, o exemplo arrasta!

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