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Demissões em massa na Rappi: um crime contra os trabalhadores

A empresa Rappi, já conhecida pelo descaso com a morte do entregador Thiago Dias em julho de 2019, mais uma vez demonstrou sua preocupação com o lucro acima de tudo, realizando uma nova demissão em massa nas primeiras semanas de janeiro. Trabalhadores de diversos cargos foram demitidos, mas principalmente os operacionais.

Gabriela Lopes


Foto: Arquivo

De acordo com relatos de ex funcionários postados em redes sociais, a empresa além de manter diferentes salários para funcionários exercendo a mesma função e pressionar por metas e resultados, realizou a demissão a chamando de reestruturação por crescimento desorganizado.

A Rappi, assim como diversas startups, obedece às ordens do seu grupo de investidores. Funcionários recém contratados ou com mais tempo de casa, foram demitidos durante o dia de trabalho, com total desrespeito por parte dos seus líderes. Muitos ainda relatam casos de depressão, além de cálculos de rescisão feitos de forma incorreta.

Não só a Rappi, mas empresas como 99, Uber, Ifood, Nubank e Quinto Andar, vendidas pela mídia burguesa para a juventude como sonho de trabalho, terceirizam a maior parte do seu atendimento às velhas empresas conhecidas pela precarização das posições de call center como Atento, Concentrix, Teleperformance, Liq, entre outras, obrigando muitos funcionários a assinarem contratos em que não podem divulgar que prestavam serviços para os unicórnios do capitalismo que lucram também acima dos trabalhadores (entregadores e motoristas) informais.

O desenvolvimento das relações de produção no capitalismo jamais poderão representar uma melhoria real nas condições de vida dos trabalhadores e os reflexos da crise de 2008 que se arrastam até hoje são prova disso. A mudança do mercado de trabalho tratada pelos capitalistas como um grande avanço na produção, na verdade piora a vida do nosso povo e precariza as condições de suas relações trabalhistas. O exemplo da Rappi é um entre milhões que nosso povo enfrenta no Brasil, principalmente depois da aprovação da reforma trabalhista de Temer em 2017.

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