UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

domingo, 4 de dezembro de 2022

Lutas dos trabalhadores avançam no Brasil e no mundo

Os militantes do Partido Comunista Revolucionário que atuam no movimento realizaram, nos dias 20 e 21 de agosto, em São Paulo, o seu 5º Ativo Nacional. O evento teve a presença de 40 militantes de 10 estados e permitiu preparar o Movimento Luta de Classes (MLC) para avançar ainda mais na construção de um movimento sindical revolucionário. Durante o ativo, foi unânime a avaliação de que o MLC teve um importante crescimento desde seu 1º Congresso (realizado em setembro de 2010, em Belo Horizonte, Minas Gerais) e que agora é o momento de armar a classe trabalhadora brasileira para enfrentar as novas condições de uma crise capitalista que se aprofunda em todo o mundo.

Para avançar na formação política, o ativo estudou os Cadernos de Educação Popular de autoria da socióloga chilena Marta Harnecker. O estudo dos cadernos: “Explorados e Exploradores” e “Socialismo e Comunismo” permitiu aprofundar o entendimento de cada militante acerca da origem da exploração capitalista, o motivo de suas crises cíclicas e a necessidade de pôr fim ao capitalismo e construir o socialismo.

O ativo também discutiu, a partir dos informes de cada estado, a situação dos professores da rede pública que estão ou estiveram em greve em vários estados e, também, a situação dos servidores públicos federais que estão em pleno processo de mobilização para que o governo atenda às suas reivindicações

O ativo avaliou que o Governo Federal está aplicando uma política de arrocho salarial, demissões e privatização dos serviços públicos através da terceirização.

A discussão sobre a situação dos professores também foi muito rica. Resolveu-se convocar, para 2012, um ativo específico para o trabalho entre os professores. Carol Vigliar, militante do PCR e professora da rede estadual de São Paulo, afirmou: “É muito importante que o Movimento Luta de Classes aprofunde o trabalho entre os professores e em todas as categorias ligadas à educação. As mulheres são a maioria nesta categoria e precisamos cada vez mais organizar as mulheres combativas no MLC”.

Depois do informe sobre o trabalho sindical em cada estado, a discussão se estendeu por todo o domingo, renovando a determinação e o ânimo de todos os militantes.

Das resoluções finais do ativo constou a avaliação de que os efeitos da crise já se fazem sentir no Brasil e que, em resposta, cresce a luta dos trabalhadores, como demonstram as greves nas obras do PAC e nos estádios da Copa – enfrentando-se, inclusive, as direções dos sindicatos pelegos.

Também, no primeiro semestre desse ano, professores e trabalhadores de educação em 12 estados realizaram greves. No Rio a greve durou 66 dias. No Rio Grande do Norte 80 dias. Em Minas Gerais a greve se iniciou em junho e dura até hoje e em Santa Catariana, durou 62 dias. Na maioria dos Estados, os professores lutam pelo cumprimento da Lei do Piso. O desrespeito aos professores e o desprezo à educação é tão grande que se precisa realizar a greve para garantir que uma lei seja cumprida.

Diante desse avanço das lutas dos trabalhadores, é preciso uma atuação firme e vigorosa dos comitês sindicais. O primeiro passo é lançar panfletos, participar das assembléias e das manifestações e destacar camaradas para atuar nessa frente. Porém, para crescermos mais rápido precisamos levar o jornal A Verdade, fazer brigadas, e principalmente recrutar e formar coletivos para atuar e dirigir essas categorias.

É momento, portanto, de avançarmos muito mais na construção de um movimento sindical combativo. Para Wilton Maia, militante do PCR e presidente do Sindicato dos Urbanitários da Paraíba, “os militantes do PCR saíram de São Paulo decididos a defender nossa política em cada sindicato e fundar novos sindicatos nas categorias que ainda estão desorganizadas. Tenho certeza de que o MLC terá um crescimento ainda maior a partir desse ativo”.

Redação São Paulo

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