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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Greve dos rodoviários em Belo Horizonte se inicia com grande adesão da categoria

Greve dos rodoviários em Belo Horizonte - 2012Dando provas mais uma vez da combatividade da categoria e do grau insustentável de precarização a que vem sendo submetidos ano após ano, os rodoviários de Belo Horizonte e região entraram em greve nesta segunda-feira em resposta à postura intransigente do patronato na negociação da data-base.

As reivindicações da categoria são de reajuste salarial de 49% (índice referente ao PIB e a defasagem salarial dos últimos anos), tíquete no valor de R$450,00, jornada de 6 horas, fim da dupla função, fim da compensação de horas, adicional a periculosidade, penosidade e insalubridade e pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados), entre outras.

Na última assembleia a categoria repudiou a contraproposta patronal de apenas 13% de aumento salarial e a ousadia de, ao invés de diminuir, propor aumentar a jornada de trabalho de 6 horas e 40 minutos para 7 horas, iniciando então uma campanha unificada em Belo Horizonte, Sete Lagoas, Itaúna, Betim e Contagem.

Devido à sua postura irresponsável na negociação com os trabalhadores, os donos das empresas de transporte podem prejudicar até 1,6 milhão de passageiros ao longo de cada dia de paralisação.

Em resposta, a BHTrans – Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte – notificou as empresas concessionárias sobre suas responsabilidades diante da paralisação, e que sua persistência pode resultar em descumprimento de obrigações contratuais com relação à prestação do serviço de transporte público por ônibus.

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Ainda segundo a empresa municipal, é obrigação de cada concessionária manter reserva técnica suficiente para atender os níveis de serviços e elaborar e implementar esquemas de atendimento emergencial à população. Belo Horizonte tem hoje 296 linhas de ônibus, com uma frota de 3.010 veículos, fazendo 27.567 viagens por dia com aproximadamente 1,6 milhão de passageiros.

A adesão da categoria vem sendo bem-sucedida em diversas estações, sendo as mais representativas as do Vilarinho, com adesão de 100% da categoria, a do Barreiro, com 99% dos trabalhadores cruzando os braços, e a Diamante, com 95% dos veículos com motores desligados.

A esperança dos patrões é de serem socorridos pela justiça. Após se dizerem “surpresos” com a greve, declararam que esta é irregular e que pedirão o dissídio de greve no Tribunal Regional do Trabalho. Sua intenção é pedir à justiça para suspender a paralisação.

O trânsito ficou impraticável em diversos pontos da cidade. Vários trabalhadores tentaram se deslocar em carros particulares, mas tiveram que voltar para casa. Outros conseguiram chegar ao local de trabalho, mas gastando pelo menos o dobro do tempo que levam em dias normais.

Glauber Ataide, Movimento Luta de Classes, Belo Horizonte

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