UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Trabalhadores da CEMIG cruzam os braços por 24 horas

Paralisação dos trabalhadores da CEMIG, organizados pelo SINDIELETRO, contra a IP 8.3Os trabalhadores e as trabalhadoras da Companhia Energética de Minas Gerais, CEMIG, organizados pelo Sindieletro, realizaram hoje (22) uma paralisação de 24 horas contra a implementação da IP 8.3 (Instrução de Pessoal nº 8.3). Esta ordem interna da Cemig atenta contra as leis mais básicas de um trabalhador a exercer suas funções.

Para citar alguns exemplos, a IP 8.3 proíbe os trabalhadores da Cemig de participarem de greves, paralisações e outras ações que questionem a direçao da Companhia. Os trabalhadores que dirigem automóveis em serviço poderão ser punidos se receberem multas, e os que não estiverem vestidos e portando material necessário também poderão ser punidos. A punição é sofrer suspensão, e sofrendo mais de duas o trabalhador é demitido da empresa.

A diretoria da CEMIG diz que o objetivo do pacote é organizar o trabalho. No entanto, a verdade é que a empresa quer demitir funcionários e cortar gastos, como estava no planejamento de Aécio Neves quando governador, e que agora Antonio Anastasia (PSDB) quer cumprir. O objetivo é reduzir o quadro de funcionário de 8 mil para 4 mil, o que é absurdo para uma empresa que já teve 22 mil funcionários.

Está claro que o objetivo do governo do estado é desmontar a empresa. Para ajudar nissso, foi construída a CEMIG S, na qual os salários são menores e que só no ano de 2012 demitiu 6 trabalhadores por perseguição política. Como se não bastasse, o número de contratados por empreiteiras é muito maior que o de trabalhadores efetivos. O resultado é que o número de mortes e de acidentes de trabalho por falta de preparação do pessoal é enorme. A cada 45 dias morre um trabalhador na Cemig.

O coordenador geral do Sindieletro, Jairo Nogueira Filho, alerta para o fato de que “antes de punir trabalhador, a empresa precisa, ser exemplar no cumprimento das normas de segurança e acabar com a terceirização, que é a principal causa de acidentes na Cemig.”

Essa luta é de vida e de emprego. O governo de Minas Gerias e a diretoria da Cemig querem reimplementar o AI-5 para os trabalhadores, mas esta paralisação de 24 horas foi um aviso do sindicato sobre a mobilização que está por vir. O Movimento luta de Classes apoia a luta do Sindicato dos Eletricitários (Sindieletro-MG) e vai continuar apoiando contra o governo reacionário de Minas Gerais.

Movimento Luta de Classes – MG

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