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segunda-feira, 28 de novembro de 2022

União Europeia massacra povo grego

União Européia massacra povo gregoNo início do ano foi alardeado por toda a imprensa mundial os esforços da União Europeia em “salvar” a economia grega, e depois de uma série de negociações, o que assistimos é a mais completa perda da autonomia da Grécia.

Ao todo, foram liberados 130 bilhões de euros, mas esse dinheiro não foi destinado a geração de empregos, ou para a melhoria dos serviços públicos, e sim, para salvar os grandes bancos das potências europeias que detêm o controle da dívida pública grega.

Essa crise provocada pelos próprios capitalistas recai com todo o peso sobre o povo grego, e dessa forma, aumentam os problemas sociais, com uma escalada do desemprego e a falta de esperança e perspectiva de dias melhores no país.

No dia 28 de fevereiro, novas medidas de “austeridade” foram tomadas pelo parlamento, atacando frontalmente os salários dos trabalhadores a ponto de cortar o salário mínimo no país em 22%, ficando em apenas 585 euros. Para os trabalhadores com até 25 anos, faixa etária em que a taxa de desemprego é de 50%, o corte será de 32%, restando como salário 510 euros após um mês de trabalho.

Por sua vez, os servidores públicos ficarão sem aumento salarial até que a taxa de desemprego chegue a marca de 10%. Diante da profunda crise que o capitalismo apresenta, as perspectivas são exatamente o contrário, de aumentar o número de desempregados, que já é de 21%.

De acordo com levantamento da AFP, entre 2010 e 2011, o salário médio do trabalhador grego caiu 14,3%, o que mostra que as medidas já adotadas nos últimos anos em nada resolveram os efeitos da crise, e que para a União Européia e os grandes capitalistas, a crise deve ser paga pelos trabalhadores.

Que os ricos paguem pela crise

Os trabalhadores da Grécia demonstraram nos últimos anos muita combatividade e união para lutar por seus direitos. Foram inúmeras greves gerais, enfrentamentos com a polícia e parando as ruas de Atenas e das principais cidades do país deram provas do pode da classe operária.

A resposta para essas medidas será dada nas ruas, e o movimento operário grego será capaz de protagonizar novas lutas para por fim a essa exploração que o imperialismo europeu aplica com os países mesmo integrantes da zona do euro. Que os ricos paguem pela crise, pois não foram os trabalhadores que levaram a economia a essa situação lastimável.

Só com uma Grécia livre da ingerência da União Européia e voltada para resolver os problemas do povo é que teremos uma saída que represente efetivas melhorias na vida e na economia do país. É preciso romper com a dependência da economia europeia e apostar na soberania, nacionalização das riquezas e socialização dos meios de produção, para que dessa forma os trabalhadores possam, de fato, ser livres e resolver os problemas de sua pátria.

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2 COMENTÁRIOS

  1. O que se passa na Grécia em breve irá passar-se em Portugal, e o pior é que os portugueses não sabem votar na esquerda apenas nos partidos de direita e de centro-esquerda, que estão cheios de políticos corruptos, não tenho muitas esperanças para o futuro de Portugal.

  2. Como se votar na esquerda fosse garantia de correção no trato da coisa pública…
    Veja o Brasil, que há muito tem governos de esquerda e está se mantendo de pé por conta do alto consumo e do endividamento das famílias.
    A corrupção aqui é muito maior do que a de Portugal, posso garantir…

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