UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

UJR presente no 1º de maio da França

UJR esteve presente no 1o de maio da FrançaA luta dos povos dos países europeus contra as imposições do Capital se intensifica cada vez mais. Com a precarização cada vez maior da vida dos trabalhadores, que vem sofrendo com os efeitos dos pacotes de austeridade e a especulação financeira, e a proximidade do 2o turno das eleições presidenciais, a manifestação do Dia dos Trabalhadores na França foi especial.

A passeata ocorrida na capital francesa reuniu mais de 300 mil trabalhadores, desempregados, imigrantes, estudantes, sem teto, sem documentos e outros grupos, numa marcha de quase 8 quilômetros pelas ruas de Paris, para protestar contra as medidas neoliberais do governo Sarcozy e manifestar o apoio da Frente de Esquerda ao candidato François Hollande. Além dos graves efeitos dos pacotes de austeridade sobre a população francesa, uma das principais questões tratadas pelos manifestantes é a situação dos emigrantes no país. Os milhares de emigrantes que vivem na França – a maioria deles vindos das colônias de exploração francesa na África – vem sofrendo com a ofensiva do governo fascista do presidente Sarkozy, que busca implantar várias medidas reacionárias contra os estrangeiros e criar um clima de conflito entre eles e os franceses. O presidente tem tentado coloca-los contra os emigrantes, falando de questões como o auxílio que parte dos desempregados recebem (meio salário mínimo francês, quantia insuficiente para viver no país), considerando-os como “parasitas”, como um “câncer” para a França, além da tentativa de criar leis diferentes para franceses e emigrantes.

Há ainda a situação dos emigrantes ilegais, que não possuem documentos, e por isso são ainda mais explorados pelos patrões, por não poderem reivindicar os seus direitos trabalhistas. O Partido Comunista dos Operários da França tem atuado fortemente em defesa dos emigrantes sem documento. Um companheiro do partido, um dos diretores do CGT, o maior sindicato da França, tomando a frente dessa luta, já conseguiu que mais de 10 mil deles fossem legalizados e pudessem lutar por seus direitos. Além das inúmeras medidas racistas e xenófobas, Sarkozy ainda convocou outra passeata no Dia dos Trabalhadores, numa tentativa de combate à luta dos trabalhadores e emigrantes, num discurso totalmente conservador, por uma higienização, uma limpeza étnica do país. Houve ainda uma outra passeata, organizada pela extrema direita francesa, de caráter neonazista, para tentar criticar a luta do povo francês. Os neonazistas buscaram louvar a figura de Joana d’Arc, numa exaltação do nacionalismo e do ódio aos estrangeiros e aos comunistas. Um discurso extremamente reacionário, semelhante às posições do presidente.

UJR esteve presente no 1o de maio da França

O momento de luta coincide com a recente criação pelo Partido Comunista dos Operários da França da UJR – União da Juventude Revolucionária, entidade irmã que já nasce colocando a juventude na luta contra todas as formas de exploração e opressão da população francesa. A manifestação em Paris – a maior manifestação do Dia dos trabalhadores do mundo – contou com milhares de pessoas de diferentes países para defender as bandeiras de vários movimentos de luta pelos direitos de todos os oprimidos, pela derrubada do governo fascista de Sarcozy, e principalmente pela derrocada da Ditadura do Capital e o triunfo dos povos explorados do mundo!

Exploração, precarização, pobreza: abaixo, abaixo, abaixo a austeridade!
De Madrid à Atenas, de Roma à Copenhague: contra a austeridade, todos juntos, todos juntos!

Christian Coelho

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