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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Brasil é o quarto País mais violento para adolescentes

Pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), realizada em parceria com a Unesco, revelou que o Brasil ocupa a quarta posição na lista dos países mais violentos para crianças e adolescentes no mundo, ficando atrás apenas de El Salvador, Venezuela e Guatemala.

Nos últimos 30 anos, o número de assassinatos de crianças e adolescentes na faixa etária entre 0 e 19 anos cresceu 346%; são registrados por dia cerca de 55 homicídios de crianças e adolescentes nessa faixa de idade. No primeiro semestre de 2012, já foram registrados mais de 500 homicídios de crianças e adolescentes no Estado de Alagoas, onde em 2011 houve 882 casos, constituindo-se esse o Estado mais violento do País para as crianças e adolescentes, seguido pelo Espírito Santo e a  Bahia.

Os dados apresentados também confirmam um diagnóstico feito recentemente pela Anistia Internacional. Segundo Átila Roque, diretor-executivo no País, “o Brasil convive, tragicamente, com uma espécie de ‘epidemia de indiferença’, quase cumplicidade de grande parcela da sociedade, com uma situação que deveria estar sendo tratada como uma verdadeira calamidade social. Isso ocorre devido a certa naturalização da violência e um grau assustador de complacência do Estado em relação a essa tragédia”.

Para os pesquisadores, as crianças e jovens vítimas dessa violência são em sua maioria oriundas das regiões mais pobres das grandes aéreas urbanas do Brasil, e a maioria dessas mortes está relacionada direta ou indiretamente com o uso e o tráfico de drogas. A pesquisa ainda indica que a maioria desses jovens não frequenta regularmente a escola e mostra que é alarmante o descaso do poder público com a situação da juventude brasileira.

Enquanto faltarem vagas nas universidades públicas, enquanto faltarem empregos e qualificação profissional, enquanto não houver uma política séria de combate as drogas, por parte do poder público, continuaremos a viver essa triste realidade.

Jessé Samá, União da Juventude Rebelião- Recife

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