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terça-feira, 5 de julho de 2022

Os índios e seus algozes

Um genocídio como o praticado pelos invasores portugueses e espanhóis contra os povos nativos da América Latina não pode jamais ser esquecido. Manter viva esta memória é o mérito maior do livro O Índio e seus Algozes, de Milton Ivan Heller, 1ª edição do Instituto Memória Editora, Curitiba, 2011.

Uma obra densa, embora de leitura fácil, rica de informações, algumas inéditas, consegue em poucas páginas uma síntese magistral da História dos povos indígenas de Nossa América, especialmente do Brasil.

Nela, não aparecem apenas os crimes hediondos dos enviados de satanás, representantes do capitalismo desalmado, que afirmava, com a bênção da Igreja Católica, que os índios não tinham alma e, por isso, podiam ser exterminados, escravizados, etc. Depois o papa mudou de posição, e os jesuítas vieram “salvar” as almas pagãs; na verdade, agiram como força auxiliar dos colonizadores, domesticando os nativos que conseguiram escapar dos massacres covardes dos ditos “cristãos” e “civilizados”.

No livro de Ivan Heller, temos o dia a dia, a cultura, a felicidade de um povo alegre, que só ficou triste após ser traído, ver suas mulheres estupradas, seus filhos assassinados impiedosamente por aqueles a quem recebeu de braços abertos.

Os cinco milhões que existiam no Brasil são hoje uns poucos milhares, e a violação continua. A ganância do enriquecimento capitalista não respeita a vida e busca expandir o agronegócio Amazônia a dentro, revirando suas entranhas para arrancar minérios.

Só um ponto a discordar, em relação à conclusão pessimista do autor: “…Esta é a realidade cruel da história dos índios no Brasil e nada indica que o seu futuro será melhor, se é que ele existe…”. 

O Movimento Indígena tem se fortalecido e alcançado vitórias, a exemplo da retomada de terras que lhe pertencem, assegurando o cumprimento do direito à demarcação que foi inserido na Constituição Federal de 1988. O seu exemplo do Bem-Viver é cada vez mais referenciado pelos que abrem os olhos para a inviabilidade do capitalismo, cuja essência tem se comprovado destruidora da Natureza e da Vida.

Quem é o autor

Milton Ivan Heller é jornalista. Começou como repórter do Diário da Tarde, de Curitiba (PR), e passou por vários órgãos da imprensa brasileira, a exemplo da Última Hora, TV Globo (Minas Gerais), Jornal do Brasil, Editora Abril. Aprendeu “a obrigação de ser fiel aos fatos, de escrever de forma sucinta e direta, o direito de denunciar e criticar…”.

Aposentado em 2001, passou a escrever livros: Os Índios e seus Algozes, Conspiração Nazista nos Céus da América e o último (por enquanto), A Atualidade do Contestado. Leitor de A Verdade, Milton Ivan Heller escreveu para a redação convidando para o lançamento de sua última obra, que aconteceu em Curitiba no último dia 10 de agosto. Na carta, ele afirma que “…a existência deste jornal (A Verdade), é uma prova de que as nossas bandeiras não foram e não serão arriadas…” .

A Verdade agradece e deseja muitos anos de vida para que continue escrevendo a verdadeira história do povo brasileiro.

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