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terça-feira, 5 de julho de 2022

Greve do Stiupb mobiliza eletricitários

StiupbOs eletricitários da Paraíba, funcionários da empresa Energisa, realizaram uma importante greve no mês de fevereiro, abrangendo oito municípios, todos do interior do Estado. A paralisação foi comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas no Estado da Paraíba (Stiupb), dirigido por companheiros do Movimento Luta de Classes (MLC). A mobilização, que se iniciou há cinco meses, com a deflagração da campanha salarial de 2012, culminou com uma greve de quatro dias, de 18 a 21 do mês passado.

A paralisação mobilizou 100% dos trabalhadores em algumas cidades e, em Campina Grande, principal base do Stiupb, o piquete recebeu a adesão da maioria dos funcionários, apesar do grande assédio promovido pela empresa, que pressionou os funcionários a trabalhar, ameaçando-os de demissão e obrigando-os a levar os veículos para suas casas, tendo que iniciar a jornada de trabalho às 5 horas.

O sindicato, por sua vez, realizou uma grande agitação, com carro de som, na porta da empresa, à qual restou ingressar na Justiça do Trabalho com um pedido de ilegalidade do movimento. A Justiça, por sua vez, negou o pedido, mas ordenou, através de liminar, que fosse liberado 40% do efetivo de trabalhadores, alegando se tratar de um setor de serviços essenciais, além de proibir os piquetes. Caso o sindicato descumprisse a determinação, teria que pagar multa diária de R$ 20 mil.

No dia 20 houve um ato na Câmara Municipal de Campina Grande. No dia seguinte, foi julgado no Tribunal Regional do Trabalho o dissídio econômico e de greve, quando a Energisa foi desmascarada perante o juiz-desembargador e o promotor do Ministério Público do Trabalho por tentar chantagear o tribunal com insinuações de que a greve punha em risco vidas de pacientes em hospitais, por exemplo. Ao mesmo tempo, a empresa impunha duras condições para que fosse celebrado um acordo para pôr fim ao movimento.

Ao final, se conseguiu uma importante vitória, que foi o reconhecimento oficial de que existem distorções entre os funcionários das duas empresas que compõem o Grupo Energisa na Paraíba. Ficou definido, então, um calendário de reuniões entre empresa e sindicato para que, na campanha salarial de 2013, que começa em setembro, seja garantida a isonomia de direitos entre todos os eletricitários da Energisa.

Segundo Wilton Maia, presidente do Stiupb, “nossa maior vitória nesta greve foi unir definitivamente a categoria com o sindicato. Estamos enterrando o passado de conchavos com as empresas”.

A greve contou com o apoio do Movimento Luta de Classes (MLC), do Partido Comunista Revolucionário (PCR), do Movimento de Luta nos Bairros (MLB), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outros sindicatos da Paraíba, como os sindicatos da limpeza urbana, dos jornalistas, dos metalúrgicos e dos servidores municipais.

Rafael Freire, João Pessoa

 

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