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segunda-feira, 3 de outubro de 2022

O direito ao aleitamento materno

De 1º a 7 de agosto realizou-se a Semana Mundial de Aleitamento Materno. O primeiro contato que o bebê tem com a mãe, depois que nasce, é através da amamentação, um vínculo de amor e carinho que se estabelece nesse primeiro momento, um vínculo único e maravilhoso, ato que sela a união de mãe e filho.

Além desse vínculo entre mãe e filho que a amamentação proporciona, é de extrema importância que, até os seis meses de vida, a criança se alimente apenas do leite materno, pois este é que vai proteger o bebê de várias doenças: ele alimenta, nutre e fortalece a criança, quenão necessita nem mesmo de água, mas somente de leite materno nos primeiros seis meses de vida. O leite materno favorece a boa formação do sistema nervoso e estimula a inteligência da criança.

Para as mães, o ato de amamentar favorece o desenvolvimento de crianças mais tranquilas, ajuda ao desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, evita que a mulher sofra de anemia. Amamentar também protege a mulher do câncer de mama e de ovário.

Mesmo sabendo da importância dos seis meses exclusivos de amamentação, a maioria das empresas só permitem a licença-maternidade de quatro meses, ou 120 dias.

Nós mulheres e nossos filhos estamos sendo mais uma vez vítimas do capitalismo porque, para não dar à empresa o prejuízo de ter uma funcionária “parada” em um período de seis meses, temos que privar as nossas crianças  de se alimentarem  do nosso leite e de crescerem mais saudáveis.

Sabemos que, para as funcionárias públicas, já é possível a licença-maternidade de seismeses, mas as gestantes do setor privado ainda não têm esse direito. Isto é um atraso. Embora haja um incentivo do governo federal, a adesão a este programa é facultativa para as empresas.

Em um país como Cuba, onde as mulheres e crianças são tratadas com mais dignidade e respeito, a licença-maternidade é de um ano, sendo os seis primeiros meses concedidos diretamente à mãe e os seis restantes sob decisão do casal.

O capitalismo não perdoa nem nossos filhos, visa somente ao lucro exagerado, nem que para isso prejudique o desenvolvimento de um bebê. Precisamos de muita luta para que todas as mulheres trabalhadoras tenham direito à licença-maternidade de seis meses.

Camila Rosa e Carolina de Mendonça, São Paulo

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