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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Equador vive segundo grande protesto nacional contra o governo de Correa

MarchaNo dia de ontem, 19, em quase todas as capitais provinciais do país se realizaram marchas contra as medidas do presidente Rafael Correa, do Equador. A oposição de esquerda ao governo vem se fortalecendo frente a uma aliança cada vez mais sólida do presidente com as políticas de direita que aplicando um projeto que já não pode esconder seu caráter conservador.

A marcha, convocada principalmente pela unidade das principais centrais sindicais do país, denominada Frente Unitária dos Trabalhadores – FUT, contou com a participação do movimento indígena Ecuanari, com as entidades estudantis FESE e FEUE e com entidades dos movimentos de bairros, como a Confederação Unitária de Bairros do Equador – CUBE.

A principal reivindicação da marcha, que lembra a data da primeira greve operária no país, é a de barrar a reforma trabalhista proposta pelo governo, reforma esta que em sua primeira versão retira vários direitos conquistados pelos trabalhadores com a aprovação da atual constituição do país, chamada de constituição de Montecristi.

Além disso, os manifestantes repudiaram a tentativa do governo de aprovar via parlamento, sem consulta popular, uma emenda constitucional que permite a reeleição ilimitada para o cargo de presidente. A caráter autoritário e de perseguição aos movimentos sociais foi destacado durante a marcha, ressaltando que faz parte da estratégia do governo Correa a tentativa de se eternizar no poder.

País de alunos e estudantes do Colégio Mejía, de Quito, tiveram participação destacada neste ato. Mais de 40 estudantes deste colégio foram presos na última manifestação nacional, dia 17 de setembro. Vários deles ainda se encontram detidos e muitos acusam o governo de praticar tortura no ato de suas prisões. Seus pais têm denunciado de maneira ativa a política repressiva do governo inclusive realizando greves de fome em frente a sede do governo.

Pablo CastroAo final do ato, os movimentos procuraram dispersar de maneira organizada, evitando as provocações que são comuns por parte da guarda de choque nacional. Mas o governo não passou sem empreender sua atitude repressiva e, após a marcha, prendeu de maneira totalmente ilegal o líder estudantil Pablo Castro, ex-presidente da Federação dos Estudantes Secundaristas do Equador – FESE e estudante de direito na universidade de Chimborazo. Pablo já vinha sendo perseguido pelo governo no caso dos 10 de Lunlocoto e detêm um habeas corpus judicial por ser julgado inocente no caso.

O crescimento da luta popular no Equador aponta para um novo momento de transformações políticas no país, ao mesmo tempo em que o governo demonstra ter disposição para fazer tudo que está em seu alcance para atacar o movimento popular, desde realizar prisões ilegais até pôr na ilegalidade as organizações dos movimentos sociais.

Da Redação.

O Vídeo abaixo é um registro da marcha pela agência Ecuavisa:

http://www.dailymotion.com/video/x2amj5s_gobierno-enfrenta-segunda-protesta-masiva-en-dos-meses_news

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