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quarta-feira, 6 de julho de 2022

Juventude rebelde e consciente realiza 4º Congresso da UJR

UJR 1A União da Juventude Rebelião (UJR) realizou seu 4º Congresso Nacional entre os dias 30 de outubro e 02 de novembro na cidade do Rio de Janeiro. Durante meses, os militantes da UJR se prepararam debatendo nos núcleos e congressos estaduais os textos-base recomendados e as teses preparadas pela Coordenação Nacional. As teses fizeram um balanço sobre os aspectos de conjuntura, organização, agitação e propaganda, construção material e trabalho de massas revolucionário desempenhado pela UJR.

O Congresso se iniciou com uma mesa de abertura que contou com a presença de representantes do Movimento de Mulheres Olga Benário, do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), da Juventude Comunista Avançando (JCA), além do Movimento Luta de Classes (MLC) e da Unidade Popular pelo Socialismo (UP). O início foi marcado também pela saudação da representação internacional da organização irmã União da Juventude Revolucionária do México (UJRM) e também do Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário (PCR).

Todas as intervenções colocaram a importância da UJR na formação política dos jovens militantes e também de sua posição de vanguarda nas lutas da juventude brasileira. Apontaram também a necessidade de se avançar na unidade dos movimentos revolucionários de juventude no Brasil e também no fortalecimento do internacionalismo proletário, presente em todas as organizações revolucionárias do mundo. Após a mesa de abertura, todos entoaram o hino mundial dos trabalhadores, “A Internacional Comunista”.

Na discussão de conjuntura, foi avaliado que no cenário internacional acontece um avanço das disputas interimperialistas por novos mercados, com o aumento das guerras e do investimento na indústria bélica, mas também um acirramento da luta de classes em diversos países, e a elevação da consciência e da luta de diversos povos no mundo. Além disso, no plano nacional, os delegados identificaram a ascensão das greves em diversas categorias de trabalhadores e também da luta estudantil. Por fim, colocaram a necessidade de se intensificar a luta antifascista, tarefa ainda mais clara após a polarização das últimas eleições presidenciais. O aumento da presença da UJR nas lutas, greves e manifestações que têm acontecido no Brasil também foi registrado.

Em seguida, o Congresso fez o balanço do trabalho de massas e de organização, apontando os avanços obtidos desde o 3º Congresso da UJR, e também as necessidades para o próximo período. O entendimento foi de aprofundar a formação política dos militantes e fortalecer os organismos da UJR para que avancemos na tarefa principal de sermos a vanguarda nas lutas da juventude brasileira, em especial nas lutas dos estudantes, apontando um caminho revolucionário rumo à sociedade socialista, única saída para os problemas dos povos do mundo.

A contribuição dos militantes da UJR no movimento estudantil secundarista com a criação e a construção da Fenet significou um ponto de virada no cenário nacional, com a existência de uma entidade que, de fato, seja democrática e represente os interesses dos estudantes a partir dos grêmios em cada escola técnica, e desenvolva luta concretas em defesa de uma educação pública e de qualidade.

Já no trabalho nas universidades, a avaliação foi que a participação da UJR em diversos DCEs, CAs e DAs tem sido fundamental para a continuidade de importantes lutas, como a defesa da autonomia universitária e por mais assistência estudantil, mas que ainda é preciso aprofundar nossa ação no sentido de reconquistar a UNE para ser protagonista nas lutas do Brasil.

Além disso, os participantes também apontaram a necessidade de nossa juventude se inserir mais em outras frentes de luta, como o movimento sindical e popular, bem como a importância de atuarmos nas lutas contra qualquer tipo de opressão em todos os lugares, combatendo o machismo, o racismo e a homofobia, contribuindo para a defesa dos direitos das mulheres, negros, indígenas e da comunidade LGBTT no Brasil.

Um momento de grande emoção foi a realização do ato em repúdio aos 50 anos do golpe fascista no Brasil. Foram apresentados vídeos lembrando os principais momentos da resistência à Ditadura Militar e em memória dos dirigentes do PCR assassinados no período. O ato contou com a presença especial de Edival Nunes Cajá, membro do Comitê Central do PCR, ex-preso político, que, em sua intervenção, fez um resgate histórico do período antes do golpe de 1964, além de relembrar a memória dos militantes do PCR naquela época, emocionando todo o plenário.

Ao som de muitas palavras de ordem, toda a militância presente demonstrou seu repúdio à Ditadura, que prendeu, torturou e assassinou centenas de companheiros e companheiras que lutaram por um Brasil livre da exploração e da repressão política.

No último dia do evento, esteve em pauta o desafio na construção material da UJR, entendendo que este é um ponto fundamental para a sustentação do trabalho político dos militantes em todo país, bem como para avançar na luta em defesa da revolução socialista no Brasil.

Por fim, na Plenária Final, os delegados e delegadas aprovaram as principais propostas acerca dos pontos discutidos, reafirmou os princípios marxista-leninistas da UJR e o programa em defesa da Revolução Socialista Brasileira, do Governo Revolucionário do Trabalhadores e elegeu uma nova Coordenação Nacional.

Todos os delegados e delegadas saíram muito empolgados e confiantes da sua missão de militante, certos de que o Congresso, enquanto instância máxima da UJR, celebrou o centralismo democrático da organização, fortaleceu a convicção ideológica dos jovens comunistas e alimentou a esperança na luta pela sociedade socialista.

 Felipe Annunziata (RJ) e Alexandre Ferreira (PE), militantes da UJR

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