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sábado, 26 de novembro de 2022

Pronunciamento da Embaixada da República Bolivariana da Venezuela no Brasil

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No último dia 9 de março, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cinicamente declarou a Venezuela uma “ameaça extraordinária” para a segurança nacional norte-americana. Isso mesmo: a maior potência militar do planeta, que possui mais de mil bases militares espalhadas pelos cinco continentes, além de um arsenal nuclear de milhares de bombas atômicas, declarou se sentir ameaçada por um pequeno país latino-americano, com um exército várias vezes menor que o estadunidense e que nunca em sua história invadiu outro país.

A verdade é que a declaração de Obama faz parte do plano imperialista de derrubar o governo bolivariano de Nicolás Maduro e se apossar do petróleo venezuelano.

A seguir, A Verdade publica o pronunciamento da Embaixadora da Venezuela no Brasil, María Lourdes Urbaneja Durant, onde denuncia as tentativas dos EUA de desestabilizar a democracia em seu país e pede o apoio dos povos e das forças progressistas para derrotar, mais uma vez, os planos golpistas do imperialismo norte americano.

Da Redação  

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“Contra a consciência, a vontade, a força e a unidade de um povo não há imperialismo que possa” Hugo Chávez

A história tem nos demonstrado ao longo dos séculos que os impérios, em sua inevitável queda, se tornam cada vez mais violentos e desumanos. A irracionalidade se apodera de sua ação cada vez mais tirânica e despótica.

Com 15 mil homens pretendeu o império espanhol “pacificar” a vocação inexorável de nosso povo de ser livre e soberano, não podendo pela força nos reduzir à vassalagem e à colonização.

Na luta por nossa independência nos forjamos. Foi duro, difícil, mas como disse o patrono, Simón Bolívar, “a independência é o único bem que conseguimos em detrimento de todos os demais, porém é o único que se deve preservar. Ela será a porta aberta que nos permitirá retomar todo o restante que perdemos”.

Hoje, quase 200 anos depois dessa proclamação, e com a convicção de que não apenas recuperamos nossa independência e soberania, afirmamos com o comandante Chávez que temos Pátria perpétua para nossos filhos e filhas, Pátria para sempre.

Não obstante, da mesma forma que ontem, o império de turno pretende soterrar nossa integridade como nação, pretende nos roubar a Pátria, nossa identidade, o que nos caracteriza como Estado, nossa soberania.

Com a prepotência e a arrogância características dos impérios, os Estados Unidos da América, por todos os meios (golpe de Estado, sabotagem econômica, conspirações para desestabilizar nosso país, etc.), tentou, sem êxito, derrubar o governo do Comandante Hugo Chávez, eleito pelo povo soberano de Venezuela em 16 eleições livres e transparentes.

Como se não bastasse, nesta nova etapa que vive a Revolução Bolivariana sob a condução e a liderança do Presidente Operário, Nicolás Maduro, o império norte-americano insiste em promover e apoio sua derrubada e extinção através de mecanismos antidemocráticos e fora da Constituição da República.

Após contestar os resultados eleitorais de abril de 2014 – que desencadeou a morte de 15 venezuelanos –, patrocinar a guerra econômica a qual está submetida nossa população desde meados de 2014 e financiar uma oposição política antipatriótica, que consecutivamente busca a desestabilização em nosso país, os Estados Unidos da América do Norte deram o passo mais agressivo, injusto e nefasto contra a República Bolivariana da Venezuela.

Na última segunda-feira (09/03), o presidente Obama assinou a ordem executiva que afirma que a Venezuela “constitui uma incomum e extraordinária ameaça à segurança nacional e à política exterior dos Estados Unidos” e declara “uma emergência nacional para fazer frente a essa ameaça”.

Por isso, diante dessa nova afronta imperial, denunciamos as pretensões ianques sobre nossos recursos naturais e chamamos a comunidade internacional a impedir qualquer medida coercitiva que pretenda violar a soberania do povo e a Pátria venezuelana. Como disse nosso presidente Nicolás Maduro: “ninguém pode acreditar que a Venezuela seja uma ameaça aos EUA, e não podem acreditar porque é falso, é mentira. A Venezuela não é, nem jamais será, uma ameaça aos Estados Unidos ou a qualquer outro país do mundo porque somos um povo pacifista, humanista, que tem uma política internacional baseada na busca do entendimento e da integração dos povos do mundo”.

Assim mesmo, relembramos a 3º Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), realizada em Havana, que declarou nossa região como uma Zona de Paz, e chamamos a unidade de nossos povos para combater juntos esta nova arremetida do império norte-americano sobre a região.

Uma vez mais, apelamos à solidariedade dos povos de Nossa América para que apoiem a Revolução Bolivariana e a independência e soberania de nossas nações. Rechaçamos energicamente a Ordem Executiva apresentada pelo presidente norte-americano, a qual demonstra a política de ingerência dos gringos e o desconhecimento da vocação democrática que tem a Revolução Bolivariana e o povo venezuelano, que escolhe o governo que acreditar ser o mais conveniente, e que não tem sido outro se não a implementação da democracia participativa e protagônica através do poder popular para, definitivamente, construir o Socialismo do Século 21.

María Lourdes Urbaneja Durant, embaixadora da Venezuela no Brasil    

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