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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Após 34 dias de ocupação, estudantes da UEPA arrancam compromissos da Reitoria

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Na tarde do dia 04/07, a Reitoria da Universidade do Estado do Pará (UEPA) recebeu representantes da ocupação estudantil do Campus I, após 34 dias de uma combativa greve de ocupação que ficou conhecida nas redes sociais como “Ocupa CCSE 2.0” (o primeiro “Ocupa CCSE” foi hackeado).

Após desentendimentos durante a manhã, culminando com o cancelamento da reunião por parte do reitor Juarez, este voltou atrás durante a tarde e recebeu a comissão estudantil que apresentou as pautas do movimento.

O reitor, após intensa discussão, aceitou e assumiu compromisso com as pautas apresentadas, entre as quais está o impedimento do diretor eleito pelo CONSUN, Anderson Maia, de assumir o gabinete oficial da direção até que o processo referente às ilegalidades das eleições seja julgado; aumento do número de bolsas de monitoria de 93 para 106 no PS de agosto (quantitativo que deverá ser ampliado após levantamento das CAOPs do CCBS e CCNT, podendo passar de 120); viabilização de um micro-ônibus para uso exclusivo do CCSE-Belém, por conta da sua alta demanda; retomada e garantia da paridade no Congresso Estatuinte e levantamento financeiro para reajustar o valor e aumentar o número de bolsas de auxílio acadêmico.

Esses 34 dias de ocupação foram um verdadeiro exemplo de luta e abnegação. Diversos estudantes tiveram suas rotinas transformadas, deixando temporariamente a família, o trabalho e os estudos para se dedicar a uma causa justa: a luta por uma educação superior pública de qualidade e por uma verdadeira democracia universitária. Foram vários atos, como o fechamento da Av. Djalma Dutra, no bairro do Telégrafo, quando da proibição dos estudantes entrarem no campus, a passeata à Secretaria de Estado de Administração, que uniu professores, técnicos e estudantes, o evento cultural “quadrilha corrupta”, que “homenageou” os sujeitos envolvidos no processo de irregularidade das eleições do CCSE, desde o candidato Anderson Maia, do PCdoB, até o seu apoiador, o herdeiro da maior oligarquia do Pará, Helder Barbalho, do PMDB.

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O DCE UEPA, tendo em sua composição o movimento Voz Ativa, entre outros, esteve presente diariamente na ocupação, e os CA’s e DA’s da universidade cumpriram um excelente trabalho de organização e mobilização, não arredando o pé nem nas horas mais complicadas, de risco de despejo ou intimidações, além de diversos estudantes que lutam de forma independente, que se somaram à luta e mostraram que o espírito de junho de 2013 ainda está vivo em todos nós.

A militância da UESB, UJR e do Movimento de Mulheres Olga Benário também esteve presente, dando total apoio à ocupação e realizando debates e plenárias do Jornal A Verdade e do movimento.

“Diante do avanço da luta dos estudantes, continuaremos a construir, com muita firmeza e decisão, um forte movimento estudantil, que das ruas e das praças não sumiu, e que renova suas forças para novos levantes e rebeliões, pois junho de 2013 não morreu”, disse Raquel Bricio, da UJR. “A ocupação de escolas em vários estados, a primavera feminista, a greve de várias categorias, de norte a sul do Brasil, são o prelúdio de um tempo novo pro nosso povo”, concluiu.

Lúcio Ribeiro e Matheus Nascimento, Belém

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