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Gastos militares de países: preparativos para a guerra

IMPERIALISMO – Os Estados Unidos bateram de longe o maior investimento militar em 2019, o que indica a preparação de uma nova guerra. (Foto: Reprodução)

Sandino Patriota

SÃO PAULO – O Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI, pela sigla em inglês), divulgou que os gastos militares em 2019 foram de US$ 1,917 trilhão, 3,6% maiores do que em 2018.

Diante de uma crise mundial que se aprofunda a cada dia, os principais países imperialistas do mundo concentram seus esforços não em diminuir a miséria, a fome ou fornecer emprego para a maioria da população, mas em aumentar seu armamento militar para promover guerras ainda mais destrutivas.

À frente dessa atitude belicista estão os EUA, país que vê diminuir sua influência no mundo e que sequer consegue atender sua população vítima da pandemia da Covid-19. Os EUA gastaram 38% do orçamento militar mundial, totalizando US$ 732 bilhões, um aumento de 5% em relação ao orçamento militar de 2018. Os gastos militares dos EUA são mais que o dobro do gasto da China, o segundo colocado, e é superior aos gastos de França, Alemanha, Rússia, China e Índia somados.

NOVAS GUERRAS – EUA tendem a preparar novas atividades militares dado aos seus investimentos. (Foto: Reprodução/Sipri)

Para Pieter D. Wezeman, pesquisador sênior do SIPRI, “o crescimento recente dos gastos militares dos EUA se baseia em grande parte no retorno à competição entre as grandes potências”.

Nota-se entre os principais países que gastam com armas a presença da Arábia Saudita, quinto colocado com 3,2% dos gastos militares mundiais. Sabe-se que o governo saudita é uma monarquia fantoche do interesse dos EUA no Oriente Médio e que promove uma guerra genocida contra o povo do Iêmen. Grande parte dos gastos militares sauditas servem para financiar grupos terroristas fundamentalistas aliados na prática aos interesses estadunidenses, como é o caso do Estado Islâmico.

Os gastos militares da China atingiram US$ 261 bilhões em 2019, um aumento de 5,1% em comparação com 2018, enquanto os da Índia cresceram 6,8%, para US$ 71,1 bilhões. Esta é uma corrida armamentista que aponta para uma disputa de interesses no continente asiático. O Japão (US$ 47,6 bilhões) e a Coreia do Sul (US $ 43,9 bilhões) também elevaram seus gastos militares.

Na Europa, a Alemanha teve forte aumento percentual de seus gastos militares, 10% em 2019, para US$ 49,3 bilhões. Este foi o maior aumento de gastos entre os 15 principais gastadores militares em 2019. Já a Rússia foi o quarto maior orçamento do mundo e aumentou suas despesas militares em 4,5%, para US$ 65,1 bilhões.

Os gastos militares da América do Sul permaneceram relativamente inalterados em 2019, US$ 52,8 bilhões, um aumento de 0,2% em relação a 2018. Esse crescimento, embora menor, continuou uma tendência ascendente nos gastos militares ao longo da década: entre 2010 e 2019, os gastos cresceram 8,9%. Em 2019, os três principais contribuintes para os gastos militares sul-americanos foram Brasil, Colômbia e Chile, que, juntos, correspondem a 80% do gasto militar na região.

Olhando especificamente para o gasto militar no Brasil, vemos que este caiu ligeiramente em 2019, queda de 0,5%, após dois anos consecutivos de crescimento, atingindo US$ 26,9 bilhões. Os salários do militares, no entanto, em especial das altas patentes, foi uma parte do gasto que se elevou fortemente.

O orçamento militar mundial em 2019 representou 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) global, o que equivale a aproximadamente US$ 250 por pessoa. “Os gastos militares globais foram 7,2% mais altos em 2019 do que em 2010, mostrando uma tendência que o crescimento dos gastos militares acelerou nos últimos anos”, diz Nan Tian, pesquisador do SIPRI. “Este é o nível mais alto de gastos desde a crise financeira global de 2008 e provavelmente representa um pico de gastos”.

Apenas uma fração desta verba trilionária seria suficiente para diminuir bastante o sofrimento de milhões de seres humanos que vivem no mundo sem água potável, casa, emprego e comida. Mas a prioridade dos governos capitalistas é promover guerras, mais mortes e miséria.

As principais nações imperialistas do mundo se preparam para uma grande guerra em escala mundial. Em uma guerra deste tipo, morrem os filhos das trabalhadoras, recrutados à força como soldados e para serem carne de canhão. É dever de todos os que defendem a vida e a liberdade impedir, pela organização e mobilização popular, mais esta guerra imperialista.

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