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terça-feira, 5 de julho de 2022

Carreata em Belém pela vacina e pelo impeachment

Já são mais de 217 mil mortes pelo novo coronavírus no Brasil. Nos últimos dias, temos acompanhado a elevação no número de mortes, a cada 24 horas, mais de mil mortos. O Estado do Pará registrou mais de sete mil mortes desde o início da pandemia. Obviamente que esses dados poderiam ter sido drasticamente reduzidos se não fosse a política genocida do atual presidente da República, Jair Bolsonaro.

Em junho de 2020, o presidente Jair Bolsonaro vetou R$ 8,6 bilhões de reais que seriam destinados no combate ao coronavírus, conforme matéria do Jornal A verdade de 2020. Isso mostra o descaso com o povo brasileiro que desde o início da pandemia vem sofrendo ainda mais com o desemprego, a elevação no gás de cozinha, aumento no preço dos alimentos, cortes na saúde, entre outros. Vale destacar que as principais vítimas da crise do coronavírus são os pobres.

Já não bastasse a grande crise, após a constatação de uma nova cepa do coronavírus no Amazonas, o sistema de saúde entrou em colapso, o que foi agravado pela negligência do Governo Federal em relação à falta de oxigênio. As imagens de sofrimento de pessoas que perdiam seus familiares porque não tinham condições de comprar um cilindro de oxigênio chocaram o país e o mundo.

É importante lembrar que o fluxo de pessoas entre os Estados do Pará e Amazonas é grande, o que faz algumas cidades paraenses entrarem em situação alarmante, inclusive com registros do colapso de oxigênio no Município de Faro, no Pará.

Diante da situação catastrófica, carreatas foram organizadas em várias cidades do Brasil pedindo o impeachment do presidente. Em Belém, o ato ocorreu na manhã do dia 23 de janeiro, com saída da Doca de Souza Franco e chegada na Praça da República. O formato de ato em carreata foi escolhido para reduzir os riscos de contágio da Covid-19.

A iniciativa da organização partiu do Sindicato dos Funcionários do Judiciário do Estado do Pará (SINDJU-PA), Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (SINJOR-PA) e da Unidade Popular (UP) e rapidamente ganhou repercussão, tomou corpo e contou com a presença de diversas entidades, movimentos sociais, centrais sindicais, sindicatos e partidos.

As pautas da carreata foram: Fora Bolsonaro, Impeachment já!; Vacina para todos; Retorno do auxilio emergencial. Das ruas, foi visível o apoio popular, pessoas nas calçadas, janelas e paradas de ônibus aplaudiam e repetiam “Fora Bolsonaro”. Estima-se a presença de 500 carros participando de toda a carreata.

Isso reflete a insatisfação do povo frente a um presidente incompetente que deixa a população à própria sorte. O que ficou evidenciado ao final da carreata é que este foi apenas o início de uma grande mobilização nacional em defesa da vida com dignidade e que passa necessariamente pela pauta que unifica os trabalhadores no país, o Fora Bolsonaro.

Ana Carolina Neves e Raquel Bricio

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