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Associação de terceirizadas realiza campanha em defesa do home office para telemarketing

DENÚNCIA – AIT promove mobilizações na frente de empresas de telemarketing de São Paulo. (Foto: Jornal A Verdade)

A AIT – Associação Independente de Trabalhadoras e Trabalhadores Terceirizados – iniciou a partir desta segunda-feira (15), a campanha intitulada “Home Office em Defesa da Vida”, reivindicando segurança para todos os trabalhadores do serviço de Telemarketing.

por Biana Politto | Presidente da AIT
e Reinilson Câmara | Diretor Regional do ABC-Paulista

SÃO PAULO – O Governo do Estado de São Paulo (João Dória, PSDB) decidiu não incluir a totalidade da categoria no Home Office durante a fase que está em vigor no estado de São Paulo, a fase mais restritiva, permitindo então, que muitas empresas continuem com o trabalho presencial de tele-atendimento. 

O nosso país enfrenta, sem dúvidas, a pior fase da pandemia até agora, em que os números de morte ultrapassam recordes todo dia, onde a taxa de ocupação das UTIs já atingiu 100% em muitas cidades e centenas de pessoas estão aguardando um leito, às vezes esperando até a morte.

Por tudo isso, a AIT considera ser um crime manter diversas centrais com centenas de trabalhadores em serviços que poderiam ser realizados tranquilamente de forma remota (Home Office – trabalho em casa), desde que as empresas forneçam obrigatoriamente a estrutura necessária. Isso significa que milhares de pessoas, trabalhadores e familiares estão sendo impedidos de realizar o isolamento social efetivo, já que se arriscam nos transportes e no próprio ambiente de trabalho, como denuncia uma trabalhadora da empresa Atento, que não quis se identificar: “É um absurdo, nessa fase da pandemia nós termos que vir trabalhar presencialmente, ganhar menos de um salário mínimo, não ter uma hora de pausa, e enfrentar uma pressão gigantesca para bater as metas estabelecidas. Eu moro com pessoas idosas e tenho muito medo de acabar levando o vírus para casa, inclusive pessoas com o sintomas do Covid-19 estão sendo obrigadas a virem trabalhar, é revoltante essa situação”. 

A partir dessa revolta, várias empresas de telemarketing em São Paulo, e ABC paulista, amanheceram com forte mobilização de trabalhadores e trabalhadoras. As exigências são: ambiente de trabalho seguro em defesa da vida dos trabalhadores de telemarketing e dos seus familiares; Home Office subsidiado para toda categoria, garantindo-se a estrutura apropriada; e metas adequadas à realidade da pandemia. 

Defender a vida não partirá da lógica capitalista, em que o lucro acima de tudo é o principal interesse dos donos das empresas e impede que haja segurança efetiva sobre a vida do trabalhador. A realidade é que os governantes e ricaços, como Bolsonaro e o João Dória, desde o início da pandemia negligenciam a vida dos mais pobres, permitindo que as UTIs alcançassem máxima lotação, não garantiram condições para que os trabalhadores realizassem um efetivo isolamento social e muito menos garantiram vacina para todos. Por tudo isso a AIT reivindica que a saída em defesa da vida é a mobilização, a organização e a revolta! 

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